Na manhã de quarta-feira (29), um morador do condomínio Luxxor Residence, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, foi preso após protagonizar uma série de crimes que incluem injúria racial, injúria comum, desacato, desobediência e ameaça. O homem, cuja identidade não foi revelada, fez ofensas racistas e homofóbicas contra o zelador e o subsíndico do prédio, fato que mobilizou a Polícia Militar.
Morador de condomínio de luxo em Cuiabá é preso por insult4r funcionários; veja vídeo pic.twitter.com/0scMBUz7sp
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 31, 2025
Homem agride verbalmente zelador e subsíndico
O caso começou quando o zelador recebeu reclamações de outros moradores sobre o comportamento perturbador do suspeito. Ao solicitar que o homem parasse com a algazarra, ele passou a agredi-lo verbalmente, proferindo ofensas como “macaco preto” e “gay preto”. O zelador acionou o subsíndico, mas o agressor também o insultou.
Polícia age para conter o agressor
Após o chamado do zelador, a equipe da Polícia Militar chegou ao local. O homem, alterado e possivelmente sob efeito de álcool e drogas, se recusou a acompanhar os policiais até a Central de Flagrantes. A polícia precisou usar uma arma de choque para contê-lo. Em seguida, algemaram o agressor e o conduziram até a delegacia.
Durante o trajeto, ele continuou com as ofensas, chamando os policiais de “despreparados”, “burros” e “policialzinho de merda”.
Polícia Civil conduz investigação
A Polícia Civil agora investiga o caso. Com base na legislação brasileira, a injúria racial, prevista no Código Penal, pode levar a penas de até três anos de reclusão. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a homofobia ao crime de racismo, com pena máxima de cinco anos.
Perguntas frequentes
O Código Penal prevê pena de reclusão de até três anos para quem comete injúria racial.
Sim, o STF enquadrou a homofobia como crime de racismo, punível com até cinco anos de prisão.
A polícia pode deter o autor do crime e conduzi-lo à delegacia para registro do flagrante.
