O Ministério Público da Bolívia solicitou nesta segunda-feira (16) a prisão do ex-presidente Evo Morales. A acusação aponta que ele estuprou uma adolescente, com quem teria tido uma filha. Morales, atualmente líder da oposição, nega as acusações e afirma que o caso possui motivação política.
Acusações contra Evo Morales
O caso veio a público em outubro, quando o governo do presidente Luis Arce confirmou a investigação. Naquele mês, a polícia prendeu o pai da adolescente após ele se recusar a depor no Ministério Público. Os promotores investigam Evo Morales por crimes de estupro, exploração e tráfico de pessoas.
A defesa de Morales argumenta que a Justiça já analisou o caso em 2020 e decidiu arquivá-lo. No entanto, as novas investigações reacenderam o debate sobre as acusações, que agora podem levar à prisão do ex-presidente.
Ministério Público formaliza pedido
A promotora Sandra Gutiérrez oficializou o pedido de prisão após fechar um acordo com os pais da adolescente. A Justiça deve agendar nos próximos dias uma audiência para avaliar as medidas cautelares. Por isso, caso o juiz aceite o pedido, a ordem de prisão de Evo Morales entrará em vigor.
Morales se defende e acusa motivação política
Evo Morales rejeita todas as acusações e diz que enfrenta uma perseguição política. O ex-presidente, que governou a Bolívia entre 2006 e 2019, afirma que o caso busca barrar sua candidatura nas eleições de 2025. “Esse processo não me preocupa. É mais uma tentativa de me calar, mas não vão conseguir!”, declarou Morales.
Conflito político esquenta o cenário boliviano
Nos últimos meses, Evo Morales intensificou seus confrontos com o governo de Luis Arce. O ex-presidente organizou marchas e protestos em várias regiões do país, exigindo mudanças no governo atual. Durante as manifestações, manifestantes entraram em confronto com a polícia, deixando dezenas de feridos.
Luis Arce, atual presidente e antigo aliado de Morales, classificou as ações do opositor como tentativas de golpe. Então, com as eleições marcadas para 2025, o clima político na Bolívia se mostra cada vez mais tenso.
