Militares são presos por planejar assassinato de Lula, Alckmin e Moraes em conspiração chocante; saiba detalhes

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As autoridades brasileiras desarticularam uma conspiração elaborada por militares para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A Polícia Federal (PF) apurou que os conspiradores discutiram o complô em 12 de novembro na casa do general Braga Netto, ex-ministro da Defesa e aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Planejaram execução por envenenamento e explosivos

Os conspiradores consideraram métodos que incluíam envenenamento e o uso de artefatos explosivos. As investigações apontam que, para o presidente Lula, a estratégia envolvia o uso de substâncias químicas durante eventos públicos ou em suas frequentes visitas a hospitais. Já para o ministro Alexandre de Moraes, cogitaram utilizar explosivos em eventos oficiais, destacando os altos riscos de “danos colaterais” e a possibilidade elevada de captura ou morte dos próprios executores.

Além de assassinatos, os envolvidos também discutiram o sequestro de Alexandre de Moraes, com o objetivo de neutralizá-lo. Sendo assim, uma tentativa de enfraquecer as decisões judiciais contra os atos antidemocráticos que marcaram o início de 2023.

Militares e ex-integrantes do governo envolvidos na conspiração

A conspiração contava com a participação de militares das Forças Especiais e ex-membros do governo Bolsonaro. Entre os principais envolvidos, destacam-se o general de brigada Mario Fernandes e o policial federal Wladimir Matos Soares. Ambos já foram detidos, assim como outros quatro militares. Um documento encontrado pela PF em posse dos acusados detalhava as etapas do plano e as operações previstas.

A investigação revelou ainda que a conspiração estava diretamente vinculada aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Segundo a PF, as ações criminosas tinham como objetivo criar um ambiente de instabilidade política para justificar um golpe de Estado.

Operação contragolpe

Como resposta às descobertas, a Polícia Federal deflagrou a Operação Contragolpe. As autoridades expediram mandados de prisão preventiva e impuseram medidas cautelares. Bem como, bloquear os passaportes dos investigados e proibir que eles mantenham contato entre si. As ações ocorreram simultaneamente no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal.

A operação revelou que o grupo utilizava táticas militares sofisticadas e contava com um nível elevado de organização. Além disso, planejando ações em eventos oficiais para maximizar o impacto do complô.

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