O Coronel César Roveri, Secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, anunciou mudanças imediatas nas medidas de segurança da Penitenciária Central do Estado (PCE). O foco é impedir a entrada de celulares e outros itens ilícitos. A decisão surgiu após a apreensão de seis celulares na cela de Sandro Rabelo, o “Sandro Louco”, líder do Comando Vermelho. Durante uma operação recente, as autoridades encontraram os aparelhos e reforçaram a necessidade de aumentar a segurança nas prisões.
Roveri afirmou que as celas de presos de alta periculosidade, como Sandro Louco, passarão a ser monitoradas mais de perto. Entretanto, a apreensão dos celulares evidenciou falhas no sistema de segurança, que agora está sendo reavaliado. O secretário ressaltou que a principal meta é combater o crime organizado, impedindo que líderes de facções criminosas continuem suas atividades dentro das prisões.
Operações intensificadas nas unidades prisionais
Na primeira semana do novo programa de segurança, várias operações foram realizadas em unidades como a PCE, Mata Grande e Ferrugem. Além disso, o objetivo principal é “limpar” as unidades prisionais, retirando itens ilícitos e reforçando o controle sobre os presos. Roveri destacou que a PCE, por ser a maior penitenciária do Brasil, receberá um foco especial, servindo como modelo de segurança para outras unidades.
O secretário adjunto, Vitor Hugo, também está desenvolvendo novos protocolos, com foco no controle de entrada e saída de pessoas nas unidades. O governo estadual instaurou uma investigação para apurar como os celulares chegaram à PCE e identificar as falhas que permitiram a infração.
Reforço nas investigações e ações administrativas
A primeira reunião do comitê responsável pela nova Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária ocorreu na segunda-feira (2). Além disso, o encontro contou com a presença de autoridades, como membros do Ministério Público, OAB e Defensoria Pública. A iniciativa de Roveri visa a criação da Secretaria Adjunta de Inteligência e da Corregedoria, que irão fortalecer a administração penitenciária e monitorar as ações dos policiais penais. O objetivo é tornar o sistema mais eficiente e seguro.
Contudo, Roveri esclareceu que, apesar de Sandro Louco estar em uma cela “normal” dentro da PCE, ele não divide o espaço com outras lideranças criminosas. A rotina da unidade segue dentro dos padrões, mas as novas medidas de segurança têm como prioridade eliminar qualquer possibilidade de comunicação com o exterior.
