O governador Mauro Mendes (União) fez duras críticas ao decreto do presidente Lula (PT) que regulamenta o uso de força policial, classificando-o como um incentivo para a ação de traficantes. Segundo Mendes, a medida limita a atuação das forças de segurança, proibindo o uso de força máxima em situações críticas, como barreiras policiais, o que, segundo ele, facilita o transporte de drogas nas fronteiras.
Mauro Mendes critica decreto de Lula: “Salvo-conduto para traficantes cruzarem fronteiras”; veja vídeo
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 6, 2025
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“Um decreto que favorece o crime”, diz Mendes
Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Mauro Mendes comparou o decreto a um salvo-conduto para traficantes. “O traficante vai encher o carro de droga, romper a barreira e ir embora. A polícia não pode atirar, apenas resta perseguir o veículo em alta velocidade. Isso é uma inversão de valores”, criticou o governador.
A preocupação maior, segundo Mendes, é com as fronteiras do Mato Grosso, que faz divisão com a Bolívia, um dos principais pontos de entrada de drogas no Brasil. Para ele, o decreto cumpre as reais necessidades do combate ao crime organizado, enquanto as facções criminosas seguem expandindo suas atividades.
Recurso federal x autonomia estadual
Mauro Mendes também destacou a dependência mínima do Mato Grosso em relação aos recursos federais para a segurança pública, que, segundo ele, representa menos de 1% do orçamento estadual. O governador se posicionou contra a tentativa da União de condicionar recursos à adesão dos estados aos parágrafos do decreto. “É deselegante e ineficaz. Não precisamos que esses recursos se vierem com imposições que limitem nossas forças de segurança”, afirmou.
Para Mendes, o decreto falhou ao priorizar restrições à polícia, em vez de estratégias efetivas contra o crime organizado. Ele reforçou a necessidade de leis mais rígidas e medidas concretas que fortaleçam a segurança pública no país.
Segundo críticos, as novas diretrizes dificultam ações imediatas, mas o governo defende que traga mais controle e segurança.
Estados como Mato Grosso buscam maior autonomia financeira e operacional para atuar nas fronteiras.
Investir em inteligência policial e colaboração internacional pode ser uma resposta mais robusta.
