Mato Grosso viveu uma quinta-feira (15.08) marcada por contrastes climáticos. Cuiabá registrou o dia mais quente do ano, com temperaturas alcançando 41°C, enquanto cidades no extremo norte, como Colniza, Peixoto de Azevedo, Nova Guarita e Juruena, enfrentaram chuvas isoladas durante a tarde. A passagem de uma massa de ar polar, que começou a atuar no Centro-Oeste na sexta-feira (9), explica esses fenômenos, segundo a Climatempo.
Chuva no norte e calor extremo na capital
A frente fria trouxe chuvas para o norte de Mato Grosso, puxando umidade da região Norte do Brasil, e provocou precipitações em pontos isolados. No entanto, a massa de ar polar perdeu força ao chegar em Cuiabá, permitindo que o calor intenso dominasse a cidade.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou o novo recorde de calor na capital, com 41°C. Esta foi a tarde mais quente desde 30 de novembro de 2023, quando Cuiabá registrou 41,2°C. O aumento expressivo da temperatura ocorreu apenas cinco dias após o frio intenso do último sábado (10), quando os termômetros marcaram 11,9°C.
Cuiabá segue sem previsão de chuvas
Apesar das chuvas no interior, Cuiabá permanece em seca. A capital não recebe chuvas desde 18 de abril deste ano e, conforme a Climatempo, não há previsão de precipitações nos próximos dias. A seca agrava a baixa umidade relativa do ar, que segue abaixo dos 20%, prejudicando a saúde da população e aumentando o risco de incêndios na vegetação.
A previsão climática indica uma nova onda de calor em Mato Grosso até o fim de agosto. As temperaturas devem chegar a 43°C em Cuiabá, colocando a cidade entre as mais quentes do Brasil. Na quinta-feira (15), Cuiabá já foi a segunda capital mais quente do país.
Consequências do calor extremo e da seca
A ausência prolongada de chuvas e o calor extremo impactam diretamente a saúde dos moradores de Cuiabá. Especialistas recomendam aumentar a hidratação e evitar atividades físicas intensas durante o pico de calor. A vegetação ressecada aumenta o risco de queimadas, exigindo cuidados redobrados.
Enquanto isso, as chuvas isoladas no norte de Mato Grosso trazem alívio para essas regiões, onde o clima tende a ser mais ameno. No entanto, a umidade não se espalha significativamente para o restante do estado, que permanece sob a influência do calor e da seca.
Monitoramento climático e seus impactos
Esses extremos reforçam a importância do monitoramento climático em Mato Grosso. As variações entre calor extremo, seca prolongada e chuvas isoladas afetam diretamente a população e as atividades econômicas, como a agricultura e a pecuária. A atenção às previsões e o cuidado com a saúde se mostram essenciais para enfrentar essas oscilações.
