O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que seu governo tem atuado com inteligência para desarticular redes criminosas e “estrangular” suas fontes de financiamento. A declaração foi feita durante visita oficial a Moçambique, onde assinou acordos com autoridades locais.
Cooperação internacional contra o crime
Lula destacou o reconhecimento internacional da Polícia Federal brasileira em rastrear ativos ilícitos e combater a lavagem de dinheiro. Ele ressaltou que a corporação está à disposição para compartilhar sua expertise e fortalecer a cooperação com Moçambique. Essa parceria visa ampliar a presença brasileira na África lusófona e aumentar a eficácia no combate à criminalidade internacional.
O PL Antifacção em debate
A fala do presidente ocorre em meio a discussões sobre o Projeto de Lei 5.582/25, apelidado de “PL Antifacção”. A proposta, elaborada pelo Ministério da Justiça, busca fortalecer o combate ao crime organizado. No entanto, o texto sofreu alterações na Câmara dos Deputados, o que gerou frustração em setores do governo que defendem medidas mais rígidas.
Pressão no Senado para endurecer lei
O Planalto concentra esforços no Senado para tentar reverter as mudanças e retomar cláusulas consideradas cruciais para o combate a redes criminosas. A disputa envolve apoiadores que buscam mecanismos mais eficazes, opositores que alertam para riscos de abuso e críticos internos que apontam falta de coerência na proposta. As declarações de Lula em Maputo também servem como um sinal político para pressionar no cenário doméstico.
Perguntas frequentes
Porque quer ampliar a cooperação no combate ao crime organizado e compartilhar a experiência da Polícia Federal.
É o Projeto de Lei 5.582/25, que visa fortalecer a legislação brasileira contra crime organizado e financiamento ilegal.
Para reinserir dispositivos considerados cruciais para combater redes criminosas que foram retirados durante a tramitação na Câmara.
