O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou, pela primeira vez, detalhes sobre um plano para envenenar ele e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Durante um jantar com o presidente chinês Xi Jinping no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Lula falou sobre a conspiração que visava impedir sua posse e a de Alckmin em 2022.
Lula usou o jantar, que consolidou laços entre Brasil e China, para expor o plano descoberto pela Polícia Federal. Ele enfatizou a seriedade da trama e destacou a necessidade de defender a democracia brasileira contra ameaças internas de forma descontraída em seu discurso.
“Eu queria começar cumprimentando a minha querida companheira Janja, cumprimentar o companheiro Xi Jinping, presidente da República Popular da China, cumprimentar a nossa companheira Dilma Rousseff, presidente Novo Banco de Desenvolvimento. E cumprimentar o companheiro, Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, ministro do Desenvolvimento e Comércio, que escapou do envenenamento e está aqui com a gente”
Detalhes chocantes do plano para envenenar Lula e Alckmin
A Polícia Federal prendeu, na terça-feira (19/11), quatro militares de alta patente do Exército e um agente da própria instituição. Os suspeitos planejavam envenenar Lula e Alckmin para evitar suas posses. Além disso, as investigações apontaram que os conspiradores pretendiam usar substâncias químicas letais, aproveitando visitas hospitalares do presidente eleito para cometer o crime.
Os responsáveis pela trama planejavam causar colapsos orgânicos nas vítimas, utilizando técnicas de envenenamento disfarçadas em procedimentos médicos. Então, a operação da PF desmantelou o plano, chamado “Punhal Verde e Amarelo”, e executou mandados de busca e apreensão em diversas cidades, como Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal. Entre os presos, figuravam militares influentes, incluindo um ex-assessor do governo Bolsonaro.
Brasil e China firmam acordos mesmo em meio a escândalo
Apesar da gravidade do caso, Lula garantiu que o jantar com Xi Jinping cumpriu seus objetivos diplomáticos. Brasil e China assinaram quase 40 acordos que abrangem áreas como tecnologia, agricultura, energia, infraestrutura e saúde. Assim, os dois países decidiram alinhar projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Brasil e a Nova Rota da Seda da China, promovendo um intercâmbio econômico estratégico.
Governo intensifica segurança após descoberta de conspiração
A descoberta do plano de envenenamento revelou vulnerabilidades na segurança do governo e nas forças armadas. A participação de militares de alta patente e de um agente da Polícia Federal na conspiração provocou preocupações sobre a integridade dessas instituições. Por isso, o governo aumentou medidas de segurança e iniciou uma revisão rigorosa nos protocolos para evitar ameaças similares.
O governo brasileiro intensificou investigações e adotou estratégias mais rígidas para proteger os líderes do país. Além disso, Lula reforçou o compromisso de restaurar a confiança pública nas instituições e garantiu que continuará a defender o estado democrático de direito.
