Em um discurso contundente no Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um alerta global. Ele declarou que “a fome é irmã da guerra”, conectando a crescente miséria mundial à concentração de riqueza e à falta de cooperação entre as nações. O evento, organizado pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e pela Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, reuniu líderes e especialistas internacionais.
A fome como arma econômica
Lula enfatizou que combater a fome transcende a produção de alimentos, sendo uma questão de justiça social e distribuição. Ele criticou como a política e a economia podem transformar comida em instrumento de poder e a desigualdade em ferramenta de dominação. O presidente apontou o uso de tarifas e subsídios por países ricos como mecanismos de exclusão que agravam as disparidades globais.
O papel do Brasil no combate à fome
O presidente destacou os avanços do Brasil, que saiu do Mapa da Fome da ONU em 2021 e retornou à lista em 2024. Para Lula, o sucesso dos programas de combate à insegurança alimentar demonstra a eficácia de políticas públicas consistentes. Ele reconheceu, contudo, os desafios de manter esses avanços diante de crises econômicas e climáticas, defendendo que o Brasil seja um modelo de política permanente contra a pobreza.
Apelo por união e justiça global
No fórum, Lula defendeu a implementação de uma taxação internacional sobre grandes fortunas e uma reavaliação dos gastos militares. Ele argumentou que uma pequena parte dos recursos destinados a guerras seria suficiente para erradicar a fome mundial. O presidente ressaltou a interdependência entre paz e segurança alimentar, afirmando que nenhum país pode ser considerado plenamente desenvolvido enquanto milhões enfrentam a fome.
Ele acredita que ambas compartilham as mesmas origens: desigualdade e a disputa por poder econômico.
A criação de políticas globais para combater a fome e o fortalecimento da cooperação internacional.
Lula propõe que o país sirva de exemplo de políticas sociais eficazes e de liderança no diálogo internacional.
