A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26), a Operação Sisamnes para desarticular um esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Agentes prenderam preventivamente o lobista e empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, acusado de intermediar negociações entre advogados e magistrados.
Lobista que intermediava venda de sentenças é preso pela PF em Cuiabá pic.twitter.com/I5Gd2mMFRh
— O Matogrossense (@o_matogrossense) November 26, 2024
Investigadores iniciaram o caso em agosto de 2024, após mensagens encontradas no celular do advogado Roberto Zampieri indicarem envolvimento de desembargadores em vendas de decisões judiciais. Além disso, a polícia afastou os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, que tiveram suas residências vasculhadas.
Detalhes da Operação
Equipes cumpriram 23 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal. Autoridades impuseram medidas como monitoramento eletrônico, sequestro de bens e bloqueio de valores dos investigados. Além disso, agentes buscaram provas no escritório de Roberto Zampieri, em Cuiabá.
Entretanto, a investigação apontou Andreson Gonçalves como peça-chave do esquema. Ele articulava o contato entre advogados e magistrados para obter decisões judiciais favoráveis em troca de dinheiro. Vídeos mostram sua chegada à sede da Polícia Federal em Cuiabá após a prisão.
Repercussão e medidas adicionais
Investigadores desvendaram uma rede que envolvia advogados, empresários, assessores e magistrados. Além disso, suspeitos também participaram de vazamentos de informações sigilosas, inclusive sobre operações policiais. A polícia analisa materiais apreendidos para identificar novos envolvidos.
Origem do nome da Operação
A Operação Sisamnes recebeu esse nome em referência a um juiz corrupto da mitologia persa. O rei Cambises II puniu Sisamnes ao ordenar que ele fosse esfolado vivo por aceitar suborno. Investigadores usaram a história para simbolizar a gravidade dos crimes apurados.
Por fim, autoridades continuam analisando provas e podem realizar novas prisões. A Polícia Federal reforça seu compromisso com a integridade do sistema judiciário e promete punir todos os responsáveis. A sociedade segue atenta aos desdobramentos, exigindo justiça e transparência no TJMT.
