A Justiça da Flórida ampliou as investigações sobre um esquema internacional de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvendo brasileiros. A acusação inicial, apresentada em dezembro de 2023, já indicava dois operadores centrais do esquema, conhecidos pelos apelidos “Japa” e “Lara Croft”.
Novos indiciados e detalhes da acusação
Recentemente, a investigação passou a citar outros quatro brasileiros: Gabriel Cezar Menezes (“Gabi Gol”), Ygor Fokin Saviolli (“Boa Sorte”), João Andrade e Leandro de Ávila. Segundo as autoridades dos EUA, o grupo teria movimentado milhões de dólares provenientes do tráfico internacional de drogas, com origem atribuída a um traficante mexicano identificado como Manuel Garcua-Urrea, também conhecido como “Manny” ou “M”.
Implicações para a segurança e economia regional
De acordo com a acusação, “Japa” e “Lara Croft” atuavam como elo entre o PCC no Brasil e operadores nos Estados Unidos, facilitando a ocultação dos recursos ilícitos. O esquema teria operado entre dezembro de 2022 e janeiro de 2025, com movimentação estimada em pelo menos US$ 30 milhões. Os demais envolvidos foram presos na Flórida em janeiro de 2024.
Para Mato Grosso, especialmente o Norte e Médio-Norte, a ampliação desta investigação reforça a necessidade de atenção às rotas e conexões do crime organizado que podem impactar a segurança regional e a economia local. A Justiça da Flórida segue analisando provas e buscando identificar outros participantes do esquema.
O caso evidencia a complexidade das operações financeiras internacionais ligadas ao crime organizado e ressalta a importância da cooperação entre as autoridades brasileiras e estrangeiras para o combate a essas organizações.
