Na última quarta-feira (16/10), o empresário Geandré Latorraca informou que foi rendido por um Policial Militar e dois suspeitos em seu restaurante, no bairro Despraiado, em Cuiabá. Durante o incidente, o grupo teria abordado o empresário de maneira agressiva. Além disso, o local, pertencente ao empresário, se tornou o cenário de um acontecimento tenso. O relato de Geandré Latorraca chamou a atenção, destacando o envolvimento de um PM entre os suspeitos. Segundo o empresário, o grupo tentou coagi-lo a gravar um vídeo relacionado a um suposto envolvimento amoroso com a esposa de um dos acusados. A abordagem gerou grande repercussão, principalmente após a descoberta de que o PM portava uma arma de fogo, mesmo estando com o porte suspenso.

Decisão judicial concede liberdade provisória aos acusados
Na tarde desta quinta-feira (17/10), a juíza Hanae Yamamura de Oliveira, do Núcleo de Audiências de Custódia, presidiu a audiência que apresentou os três suspeitos. A magistrada decidiu pela concessão da liberdade provisória dos acusados, mas impôs medidas cautelares rigorosas para assegurar a segurança da vítima e a ordem pública.

A juíza afirmou que, apesar de a prisão em flagrante ser legal, as medidas cautelares eram suficientes para resguardar o empresário Geandré Latorraca. A decisão baseou-se no parecer do Ministério Público, que apoiou a concessão da liberdade provisória. Eles enfatizaram a necessidade de impor condições restritivas rigorosas. Entre essas medidas, destacaram a proibição de contato direto com a vítima, garantindo assim maior segurança. Ademais, o Ministério Público reforçou a importância dessas condições para proteger o andamento do processo judicial.
Medidas cautelares impostas pela justiça
A juíza Hanae Yamamura determinou que os acusados mantenham distância mínima de mil metros de Geandré Latorraca, proibindo qualquer aproximação. Nesse sentido, o PM Ednilton teve seu porte de armas suspenso, pois, durante a abordagem, estava armado, mesmo com a suspensão anterior devido a um atestado psiquiátrico.
A magistrada também determinou o recolhimento da arma apreendida, assegurando que o PM não poderá portar armamento enquanto estiver sob as medidas cautelares.
O caso: suposta coação e ameaça
De acordo com Geandré Latorraca, os três suspeitos chegaram ao seu restaurante com a desculpa de comprar marmitas, mas acabaram o coagindo a gravar um vídeo. O vídeo, conforme alegado pelos acusados, estaria relacionado a um possível envolvimento amoroso entre Latorraca e a esposa de um dos suspeitos. A polícia foi acionada rapidamente e prendeu os três em flagrante.
Durante a abordagem policial, ficou claro que o PM envolvido, apesar de estar afastado por questões psiquiátricas, ainda portava uma arma, agravando a situação e aumentando a complexidade do caso.
Juíza explica a decisão e justifica a liberdade provisória
Ao proferir sua decisão, a juíza Hanae Yamamura explicou que, embora a prisão em flagrante tenha sido válida, a prisão preventiva não era necessária. Segundo a magistrada, não há indícios de que os acusados possam interferir na instrução criminal ou atrapalhar a coleta de provas, justificando, assim, a concessão da liberdade provisória com medidas restritivas.
O Ministério Público, ao apoiar a decisão, defendeu que medidas cautelares rigorosas são essenciais para proteger a vítima. Eles afirmaram que essas medidas garantem a continuidade do processo judicial. Por isso, o órgão destacou a importância de evitar qualquer interferência durante a investigação, assegurando a integridade da apuração dos fatos.
Medidas cautelares e investigação em andamento
Com a decisão judicial, os três suspeitos estão em liberdade provisória, mas precisam cumprir rigorosamente as medidas cautelares impostas. Eles estão proibidos de manter qualquer contato com Geandré Latorraca e devem respeitar o distanciamento de mil metros. O PM envolvido está, temporariamente, impedido de portar armas, com sua arma já recolhida pelas autoridades.
As investigações sobre o caso continuam, e as medidas cautelares estabelecidas pela justiça têm o objetivo de garantir que o processo judicial siga seu curso sem novos incidentes ou interferências.
