Dois incêndios florestais de grandes proporções atingem o Parque Nacional e a Área de Proteção Ambiental (APA) em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. O primeiro foco iniciou na região de Coxipó do Ouro no dia 21 de agosto e rapidamente se espalhou para a área de morros chamada “Quebra Gamela”. Ventos fortes intensificaram o fogo, que se alastrou e atingiu o Parque Nacional da Chapada. A situação se agravou na madrugada desta última terça-feira (27.08), exigindo a atuação de 21 profissionais e o uso de uma aeronave do CIOPaer para conter o avanço das chamas.
Combate às chamas
O fogo, que já devastou 700 hectares de vegetação, ameaça a biodiversidade local e mobiliza brigadistas e bombeiros em uma corrida contra o tempo para conter as chamas. Os incêndios começaram na última semana de agosto.
As equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e bombeiros militares atuam diretamente para controlar a situação. O fogo também ameaça áreas de moradia próximas à unidade de conservação.
Mato Grosso em chamas
Mato Grosso enfrenta uma das temporadas de queimadas mais severas dos últimos anos. Além de Chapada dos Guimarães, o estado conta com 39 incêndios florestais em andamento, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Mais de 190 homens, helicópteros e aviões atuam no combate aos focos de incêndio em diferentes regiões, incluindo o Pantanal. Na área de Poconé, as brigadas tentam conter as chamas que ameaçam fazendas e reservas naturais, agravadas pela estiagem e baixa umidade.
Prevenção e ações futuras
Técnicas de prevenção, como as queimas prescritas, ajudam a controlar o avanço das chamas. Essas ações criam áreas já queimadas, impedindo que o fogo se alastre de forma descontrolada. No entanto, a perda de áreas naturais já causa grande impacto na fauna e flora, comprometendo ecossistemas inteiros.
As equipes seguem em campo para conter os incêndios que devastam Chapada dos Guimarães e outras áreas de preservação em Mato Grosso. A população também desempenha um papel crucial, devendo denunciar focos de incêndio e respeitar as restrições do uso do fogo, principalmente em áreas rurais, onde a seca torna o cenário ainda mais desafiador.
