Francisco Alisson Freitas de Souza, de 28 anos, matou a pauladas o colega de trabalho Vitor Dias Sanches, de 59 anos, e ocultou o corpo na fornalha da cerâmica onde trabalhavam, em Pontes e Lacerda, a 225 km de Cuiabá. Francisco confessou o crime durante o depoimento à Polícia Civil, após inicialmente negar envolvimento. A Polícia Civil investiga o caso, enquanto Francisco aguarda a audiência de custódia.
Crime após discussão
Francisco e Vitor discutiram momentos antes do homicídio, repetindo desentendimentos que vinham ocorrendo. Francisco alegou à delegada Lícia Juliane de Almeida Paiva que, no dia do crime, ingeriu cachaça e usou cocaína. O suspeito afirmou que, ao se deparar com Vitor, eles começaram uma nova briga, durante a qual a vítima teria avançado com um facão. Francisco pegou um pedaço de madeira e, em legítima defesa, acertou Vitor, que caiu ao chão. Em seguida, ele continuou a golpear até matar o colega.
Após cometer o crime, Francisco ocultou o corpo jogando-o na fornalha da cerâmica. Ele relatou que, em seguida, tomou banho e foi dormir, como se nada tivesse acontecido.
Polícia reúne provas e testemunhas
A Polícia Civil iniciou as investigações assim que encontrou os restos mortais de Vitor na fornalha. Ao longo da apuração, Francisco negou envolvimento, mas diante das evidências, confessou o crime. Testemunhas afirmaram à polícia que Francisco tinha comportamento agressivo e não era uma pessoa pacífica, o que reforça a hipótese de que os dois trabalhadores já enfrentavam problemas de convivência há algum tempo.
O filho da vítima, que mora em outro estado, já se desloca para Mato Grosso para colaborar com a coleta de material genético, necessário para o exame de DNA, que confirmará oficialmente a identidade da vítima.
Consequências legais
Francisco Alisson segue preso e aguardará a audiência de custódia, que definirá as medidas legais durante o processo judicial. A polícia apura se há outros elementos que possam agravar ainda mais o caso, que já aponta para um crime de homicídio qualificado. A brutalidade do ato, somada à tentativa de ocultar o cadáver, pode pesar contra o acusado durante o julgamento.
