O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quarta-feira (22), a Operação Boca Vermelha em Sinop (MT), para cumprir cinco mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. A ação teve como alvo um grupo que utilizava empresas e prostíbulos como fachada para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Empresas e prostíbulos a serviço da facção
As investigações apontaram que as empresas investigadas funcionavam como disfarce para movimentar recursos ilícitos e ocultar o lucro obtido com o tráfico. Três prostíbulos da cidade também serviam como ponto de venda de entorpecentes e base para o chamado “Tribunal do Crime” um tipo de julgamento paralelo em que membros da facção decidem punições para quem desrespeita suas regras. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam armas de fogo, drogas e documentos que reforçam a conexão entre os estabelecimentos e o grupo criminoso.
Bloqueio de contas e suspensão de CNPJs
A 5ª Vara Criminal de Sinop determinou o bloqueio das contas bancárias das empresas envolvidas, com valores que podem chegar a R$ 500 mil por investigado. Além disso, a Justiça ordenou a suspensão dos CNPJs junto à Receita Federal, medida que impede os investigados de usar essas empresas para continuar lavando dinheiro. Segundo o Gaeco, as ações financeiras identificadas demonstram um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio e movimentação irregular de valores.
Força-tarefa integrada e combate ao poder paralelo
A operação é fruto da integração entre o Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e o Sistema Socioeducativo. As instituições reforçaram o compromisso de atuar de forma coordenada contra o avanço das facções em Mato Grosso. A descoberta de um “Tribunal do Crime” e o uso de prostíbulos para lavagem de dinheiro demonstram a complexidade do crime organizado na região. A ofensiva do Gaeco busca não apenas prender os envolvidos, mas também desestruturar toda a rede financeira que sustenta o grupo.
Perguntas e respostas
Foram cumpridos cinco de prisão preventiva e seis de busca e apreensão.
Eles serviam para lavar dinheiro, vender drogas e realizar julgamentos internos.
O bloqueio de até R$ 500 mil por investigado e a suspensão dos CNPJs pela Receita Federal.
