Uma mulher em situação de rua, Renata Fabiana de Matos Alce, de 39 anos, morreu nesta quinta-feira (2), em Cuiabá. Renata sofreu uma parada cardiorrespiratória próximo ao Terminal Rodoviário enquanto estava grávida de dois meses.
Gestante em situação de rua sofre parad4 cardí4ca e morr3 perto do Terminal de Cuiabá; veja vídeo pic.twitter.com/zpUi36d8Jh
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 2, 2025
Circunstâncias do ocorrido
Renata descansava em um acampamento improvisado e passou mal ao se levantar. Uma motorista que presenciou o incidente bloqueou a via com seu carro e pediu socorro.
A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encontrou Renata sem sinais vitais e realizou manobras de reanimação por 20 minutos, mas não conseguiu salvá-la. O médico Jeiel Rocha confirmou que Renata estava sem vida há cerca de 20 minutos quando a equipe chegou.
Reações e procedimentos no local
Testemunhas acionaram uma viatura da Polícia Militar, mas relataram que os policiais não prestaram ajuda. A Polícia Militar afirmou que ainda apura os detalhes e não emitiu nota oficial.
A equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) recolheu o corpo de Renata e encaminhou para exames no Instituto Médico Legal (IML). Os peritos investigam a causa exata da morte.
Vulnerabilidade de gestantes em situação de rua
A morte de Renata evidencia a vulnerabilidade das mulheres grávidas em situação de rua. Pesquisas mostram que essas mulheres enfrentam maiores riscos de complicações obstétricas, menor acesso a cuidados de saúde e condições de vida precárias. Esses fatores impactam diretamente a saúde delas e de seus bebês.
Por fim, o caso de Renata reforça a urgência de ações concretas para atender mulheres em situação de rua, especialmente grávidas. Políticas públicas precisam oferecer assistência integral, garantindo saúde, moradia e segurança para evitar tragédias semelhantes.
Perguntas frequentes
Uma mulher grávida em situação de rua sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu no local.
Testemunhas dizem que os policiais não ajudaram, e a PM informou que ainda apura os fatos.
Elas enfrentam complicações por falta de saúde adequada, moradia e condições de vida seguras.
