O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreendeu 600 quilos de cloridrato de cocaína durante uma operação integrada realizada na Terra Indígena Pequizal, em Comodoro, a 638 km de Cuiabá. A ação, que começou no dia 23, e terminou nesta última terça-feira (24) , resultou em um grande golpe contra o narcotráfico na região, gerando um prejuízo de R$ 18 milhões ao crime organizado.
Ação coordenada e informações estratégicas
As informações da Polícia Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) identificaram a presença de uma facção criminosa na área de difícil acesso. A quadrilha utilizou uma pista clandestina para o pouso de uma aeronave de pequeno porte, carregada com 580 tabletes de cloridrato de cocaína. Policiais do Gefron cercaram o local e avistaram homens descarregando a droga, que seria transportada em motocicletas.
Ao serem interceptados, os suspeitos reagiram e houve troca de tiros. Seis criminosos fugiram pela mata, enquanto dois, feridos, acabaram presos no local. Um deles portava uma espingarda e o outro estava na aeronave. Ambos foram encaminhados para o hospital de Comodoro, mas não resistiram.
Resultado da operação
A operação resultou na apreensão de cinco motocicletas, duas armas de fogo e a aeronave utilizada no transporte, avaliada em R$ 3,5 milhões. Entretanto, somados, os 580 tabletes de cocaína e o avião geraram um prejuízo total de R$ 18 milhões ao narcotráfico. A Polícia Federal de Cáceres recebeu todo o material apreendido e seguirá com as investigações.
Além disso, a ação faz parte da operação “Protetor das Fronteiras e Divisas”, organizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Exército Brasileiro e outras instituições.
Impacto no combate ao narcotráfico
A apreensão dos 600 quilos de cocaína, avaliados em R$ 14,5 milhões, enfraqueceu significativamente as operações do crime organizado na região de fronteira. O uso da Terra Indígena Pequizal, uma área de difícil acesso, demonstrou que as facções criminosas buscam rotas alternativas para evitar a fiscalização. No entanto, o Gefron e as forças federais mantêm uma presença ativa e intensificam a vigilância nesses pontos estratégicos.
Desafios e perspectivas
O tráfico de drogas entre Brasil e Bolívia continua a desafiar as autoridades brasileiras. Além disso, a região oeste de Mato Grosso, por sua proximidade com a fronteira boliviana, tornou-se rota privilegiada para o escoamento de drogas. Operações como a realizada pelo Gefron mostram a eficiência da polícia quando munida de inteligência e cooperação entre diferentes forças.
No entanto, especialistas apontam que essas ações, além de apreender grandes quantidades de entorpecentes, desestabilizam financeiramente as facções criminosas. Por fim, a continuidade das operações será essencial para impedir a criação de novos pontos de tráfico e desmantelar os grupos organizados que atuam na região.
