Uma flecha perfurou um gato em Alta Floresta, a 790 km de Cuiabá, e mobilizou uma operação de resgate na última quinta-feira (7). A protetora Rosangela Santos resgatou o animal e o levou a uma clínica veterinária, onde os veterinários realizaram uma cirurgia de emergência para retirar o objeto. O procedimento salvou a vida do felino, mas o risco permanece: a flecha atravessou seu corpo, perfurou o pulmão e fraturou uma costela, exigindo cuidados intensivos.
Investigadores já apuram suspeitas do crime
A Polícia Civil iniciou uma investigação para identificar o responsável pela agressão. Rosangela, que presenciou o estado grave do gato, entregou a flecha à polícia, que examina possíveis provas e analisa suspeitos. Mesmo com as suspeitas, a polícia ainda não prendeu o agressor. A agressão a animais constitui crime, e a legislação brasileira prevê penas de detenção para casos de maus-tratos, um assunto que ganha força no país à medida que mais ocorrências chocantes aparecem.
Protetores iniciam campanha de arrecadação para cobrir custos de tratamento
Para manter o tratamento e pagar as despesas médicas, Rosangela iniciou uma campanha de arrecadação financeira via PIX. Os interessados em ajudar podem enviar qualquer valor para a chave PIX 277.512.098-95. A protetora enfatiza que o tratamento se estende por mais algumas semanas e que o animal ainda precisa de monitoramento e medicamentos diários.
A iniciativa já mobiliza a comunidade de Alta Floresta e das cidades vizinhas, que se solidarizam com a situação e demonstram apoio financeiro e moral. Além disso, as redes sociais ampliam a visibilidade do caso e incentivam mais pessoas a contribuir com a recuperação do felino.
Por fim, o episódio ressalta que, além do apoio ao tratamento do animal, a população pode contribuir denunciando casos de maus-tratos. Esse ato reforça o combate a abusos, que são, por vezes, subnotificados. As denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia (181) ou diretamente nas delegacias e canais de proteção ao meio ambiente.
