Funcionário do Banco do Brasil furta R$ 1,5 milhão em caixa de papelão; veja vídeo

Banco do Brasil

Eduardo Barbosa Oliveira, funcionário concursado do Banco do Brasil há 12 anos, furtou R$ 1,5 milhão de uma agência na Praia do Canto, em Vitória, Espírito Santo. As câmeras de segurança registraram o momento em que Eduardo deixou a agência no dia 14 de novembro, às 17h, carregando o dinheiro dentro de uma caixa de papelão.

A Polícia Civil do Espírito Santo investiga o caso e confirmou que Eduardo agiu com a ajuda da esposa, Paloma Duarte Tolentino, de 29 anos. O casal planejou minuciosamente o crime, que incluiu alterar a senha do cofre e organizar uma fuga com o dinheiro.

Plano ousado: como Eduardo e Paloma arquitetaram o crime?

Eduardo, que trabalhava na tesouraria da agência, utilizou seu acesso privilegiado para furtar o valor. Antes de fugir, ele e Paloma quitaram dívidas, compraram um veículo com parte do dinheiro e empacotaram itens de casa como parte do plano de fuga. Por isso, Paloma também participou diretamente, realizando um depósito de R$ 74 mil no mesmo dia do furto, valor que os investigadores confirmaram como parte do montante desviado.

As câmeras flagraram Eduardo deixando o local com a caixa de papelão, o que levou os colegas a desconfiarem de sua ausência logo após o incidente.

Fuga cinematográfica: 2.200 km rumo à fronteira

O casal percorreu cerca de 2.200 km, saindo de Vitória com destino ao Uruguai. Durante a viagem, Eduardo e Paloma utilizaram parte do dinheiro para sustentar o trajeto. Contudo, a Polícia Rodoviária Federal interceptou o veículo em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a 247 km da fronteira. Na abordagem, os agentes localizaram grande quantia em dinheiro escondida no compartimento do estepe e em malas.

O juiz responsável pela audiência de custódia decretou a prisão preventiva de Eduardo e Paloma. A polícia apurou que o casal planejava cruzar a fronteira para dificultar a recuperação do valor. Então, o Banco do Brasil, por sua vez, informou que identificou o crime rapidamente e notificou as autoridades, contribuindo para a localização dos suspeitos.

Impacto do crime: falhas internas expostas

O furto chamou atenção para possíveis brechas na segurança interna de instituições financeiras. Especialistas reforçam a necessidade de monitoramento constante e melhorias nos protocolos de controle de acesso. Assim, o Banco do Brasil afirmou que revisará seus processos para evitar futuros incidentes e proteger seus clientes.

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