Familiares de uma criança em Correia Pinto, Santa Catarina, enfrentaram uma situação angustiante na noite deste sábado (19/10). Durante o velório de Kiara Crislayne de Moura dos Santos, eles notaram que a menina, que havia sido declarada morta mais cedo, apresentava sinais de respiração.
Kiara Crislayne deu entrada no hospital municipal de Correia Pinto por volta das 3h da madrugada de sábado. Após os exames iniciais, a equipe médica plantonista declarou a morte da criança. Com essa triste notícia, a família organizou o velório no mesmo dia, sem imaginar o que aconteceria mais tarde.
Enquanto velavam o corpo, os familiares perceberam que a criança parecia estar respirando. Assustados e sem saber o que fazer, interromperam imediatamente a cerimônia e entraram em contato com os serviços de emergência para tentar socorrer Kiara.
Bombeiros realizam novo transporte ao hospital
Após o chamado, o Corpo de Bombeiros Municipal chegou ao local para levar a menina de volta ao hospital. Eles transportaram a criança com rapidez, e os médicos realizaram novos exames para confirmar a situação. Para o desespero da família, a equipe médica declarou o óbito de Kiara novamente, confirmando pela segunda vez que a menina não apresentava sinais de vida.
O episódio aumentou ainda mais o sofrimento dos parentes, que já haviam enfrentado o luto da primeira declaração de morte e agora se encontravam em uma situação de incerteza, sem entender o que havia ocorrido.
Instituto Geral de Perícias investiga o caso
Após o segundo diagnóstico de morte, a prefeitura de Correia Pinto emitiu uma nota explicando os próximos passos do caso. A nota informou que a Fundação Hospitalar Faustino Riscarolli, responsável pelo atendimento da criança, acionou o Instituto Geral de Perícias (IGP) para realizar uma investigação detalhada. O IGP deve conduzir uma análise completa e emitir um laudo conclusivo sobre a situação em até 30 dias.
Esse laudo será fundamental para esclarecer se a equipe médica cometeu algum erro ou se ocorreu um evento raro que levou os familiares a acreditarem que a menina ainda respirava. A análise também investigará se houve falha no diagnóstico inicial que resultou na declaração precoce do óbito.
O impacto emocional sobre a família
O episódio abalou profundamente a família de Kiara Crislayne. Eles não apenas enfrentaram a perda da criança, como também passaram pela angustiante experiência de acreditar que ela ainda estava viva durante o velório. O impacto psicológico desse momento permanece intenso, e os familiares aguardam respostas definitivas para entender o que aconteceu.
Enquanto isso, a comunidade de Correia Pinto também demonstra preocupação e solidariedade com a família. O caso gerou discussões sobre a precisão dos diagnósticos médicos, especialmente em situações tão delicadas quanto a constatação de óbito.
O que pode ter causado a aparente respiração?
Casos semelhantes ao de Kiara, onde uma pessoa é declarada morta e posteriormente apresenta sinais de vida, não são comuns, mas já ocorreram em outras partes do mundo. Situações conhecidas como “morte aparente” podem ocorrer devido a diagnósticos médicos imprecisos ou condições de saúde que dificultam a detecção dos sinais vitais.
Os profissionais de saúde utilizam exames rigorosos para verificar a morte, como a checagem dos batimentos cardíacos, respiração e reflexos. No entanto, em situações extremas, pode haver margens de erro, e apenas o laudo pericial poderá fornecer uma explicação definitiva para o que os familiares observaram no velório.
