O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), concluiu seus oito anos à frente da prefeitura sem pagar o salário de dezembro aos servidores públicos municipais. Essa pendência foi confirmada pela assessoria de sua gestão poucas horas antes do fim do mandato, gerando indignação entre os trabalhadores.
Falta de repasse ou gestão ineficiente?
Emanuel atribuiu a situação ao Governo do Estado, alegando que a ausência de repasses, no valor de R$ 13 milhões, impossibilitou o pagamento. No entanto, ele transferiu a responsabilidade para o novo prefeito, Abilio Brunini (PL), que assumiu hoje e terá que lidar com o problema. Segundo o ex-prefeito, os salários poderão ser quitados a partir de 2 de janeiro, reforçando a ideia de que os recursos do Estado devem chegar nesta data.
Mesmo assim, Emanuel fez questão de destacar que sua gestão manteve o hábito de pagar os salários no último dia útil do mês durante oito anos. Contudo, a interrupção dessa prática ocorreu no momento mais sensível de sua administração, o que gerou críticas e questionamentos sobre planejamento e prioridade na gestão pública.
Protestos aumentam a pressão
Além disso, a situação ficou ainda mais tensa no dia 30 de dezembro, quando servidores da saúde protestaram em frente à Prefeitura. Eles reivindicaram o pagamento de direitos atrasados, como o 13º salário, adicional de insalubridade e férias. Após ameaças de paralisação, Emanuel quitou parte dos débitos, mas deixou o salário de dezembro pendente, agravando o desgaste político.
Para amenizar as críticas, o ex-prefeito informou que deixou R$ 20 milhões nos cofres municipais e mencionou repasses futuros, incluindo R$ 10 milhões prometidos pelo deputado federal Emanuelzinho (MDB) e pelo ministro Carlos Fávaro (PSD). Agora, cabe à nova gestão de Abilio Brunini enfrentar esse desafio financeiro logo no início do mandato.
Ele afirma ter deixado R$ 20 milhões, mas o valor depende de repasses estaduais para ser suficiente.
Os atrasos no pagamento do 13º salário, insalubridade, férias e os salários de dezembro.
Ainda não há detalhes, mas Abilio Brunini terá que priorizar os salários para evitar paralisações.
