Deputado afirma que obra do BRT ficará inacabada no governo Mauro Mendes

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As obras do Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande enfrentam desafios que comprometem o prazo de entrega. As intervenções, previstas para serem concluídas em outubro de 2024, já acumulam atrasos que preocupam autoridades e moradores locais.

Governo troca acusações sobre os atrasos no BRT

O Governo de Mato Grosso responsabiliza o Consórcio Construtor BRT Cuiabá pelos atrasos, afirmando que o consórcio trabalha lentamente, mesmo com os pagamentos realizados em dia. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) notificou o consórcio 50 vezes, exigindo ações para acelerar os trabalhos.

Por outro lado, o consórcio atribui os atrasos às inconsistências no projeto elaborado pelo governo, mudanças no traçado original e disputas políticas. Entre as alterações no trajeto, a retirada do percurso na Avenida Couto Magalhães, em Várzea Grande, ocorreu após pressão de comerciantes locais, o que impactou o cronograma.

Política e decisões administrativas influenciam o andamento

Questões políticas também influenciaram os atrasos. O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), recusou-se a liberar licenças para o início das obras na capital, alegando a ausência de projetos detalhados. Essa decisão resultou em um atraso de nove meses no começo dos trabalhos em Cuiabá, dificultando ainda mais o avanço da construção.

BRT em Cuiabá: uma história de polêmicas

O projeto do Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá surgiu como uma solução para melhorar a mobilidade urbana na região metropolitana, atendendo a crescente demanda por transporte público eficiente. Inicialmente, o plano previa a construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), mas, após anos de atrasos, irregularidades e custos elevados, o governo estadual decidiu em 2021 substituir o VLT pelo BRT. A mudança gerou grande polêmica, com críticas de setores políticos e da população, que questionaram a viabilidade e a efetividade da nova proposta.

Desde a troca pelo BRT, a execução do projeto enfrentou desafios significativos, incluindo mudanças no traçado original e disputas entre o governo e o consórcio responsável pela obra. O traçado do BRT foi alterado para excluir regiões estratégicas, como a Avenida Couto Magalhães, em Várzea Grande, após pressão de comerciantes locais. Apesar de prometer um sistema moderno, com faixas exclusivas e estações climatizadas, o BRT ainda não conseguiu avançar de forma satisfatória, acumulando atrasos que levantam dúvidas sobre sua conclusão.


Perguntas frequentes

Por que o BRT enfrenta tantos atrasos?

Os atrasos acontecem por causa de mudanças no projeto, disputas políticas e decisões administrativas que impactam o andamento das obras.

O que o governo faz para resolver os problemas do BRT?

O governo notifica o consórcio, realiza os pagamentos e busca soluções para as dificuldades técnicas e contratuais.

Quando o BRT ficará pronto?

Ainda não existe uma nova previsão para a conclusão, já que os problemas continuam impedindo o término da obra.

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