O deputado estadual Faissal Calil (PL) teve seu patrimônio declarado ampliado em 1.536,36% entre 2010 e 2022, conforme dados oficiais apresentados à Justiça Eleitoral. Esse aumento expressivo passou a ser foco da Polícia Federal após a deflagração da Operação Gemini, que investiga suspeitas envolvendo o parlamentar em Mato Grosso.
Operação Gemini e investigações em curso
A Operação Gemini, iniciada na segunda-feira (8), colocou Faissal Calil entre os alvos da investigação por suposto envolvimento em esquema de venda de decisões judiciais. As apurações indicam que o deputado seria braço direito do desembargador afastado Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Detalhes do crescimento patrimonial
Em 2010, Faissal declarou patrimônio de R$ 385 mil, com imóveis, embarcação, terreno e participações em escritórios. Em 2022, o valor declarado chegou a aproximadamente R$ 6,3 milhões, incluindo cinco imóveis residenciais em Cuiabá, veículos, investimentos e R$ 800 mil em dinheiro vivo.
O avanço patrimonial significativo ocorre em meio à investigação federal que segue analisando os elementos coletados para esclarecer as circunstâncias do caso. A repercussão pode impactar a imagem institucional e a segurança jurídica no estado.
Autoridades federais continuam aprofundando as investigações para garantir transparência e combater eventuais irregularidades no cenário político de Mato Grosso.
