Incêndios florestais intensos sufocam a comunidade indígena Capoto Jarina, localizada no norte de Mato Grosso, e provocam graves problemas de saúde. As chamas atingem a região há mais de um mês, destruindo mais de 40 mil hectares da Floresta Amazônica. Crianças e idosos sofrem com tosse, coriza e irritação nos olhos devido à fumaça constante. Yakairu Metuktire, estudante indígena, relata que os sintomas afetam toda a comunidade e comprometem o bem-estar de todos.
Incêndios atingem terras indígenas
A Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) informou que 41 terras indígenas enfrentam as chamas, com plantações destruídas e várias famílias deslocadas. Na Terra Indígena Capoto Jarina, os moradores perderam suas principais fontes de alimento, como a mandioca, que servia para sustentar a comunidade. A devastação afeta diretamente a segurança alimentar, já que os incêndios queimam plantações essenciais para o sustento das aldeias.
Crescimento dos focos de incêndio
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) identificou mais de 5,9 mil focos de incêndio em terras indígenas entre agosto e setembro de 2024. Esses números representam um aumento alarmante em relação a anos anteriores. A seca, considerada uma das mais severas das últimas décadas, potencializa a propagação do fogo. O bioma amazônico e as áreas de Cerrado e Pantanal em Mato Grosso sofrem impactos devastadores, comprometendo tanto o meio ambiente quanto as culturas indígenas locais.
Ação urgente para conter a crise
A Defensoria Pública da União (DPU) exigiu uma resposta imediata das autoridades, incluindo o envio de equipes de combate ao incêndio e ajuda humanitária. O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso atua em várias frentes, mas a gravidade da situação exige uma mobilização nacional para proteger as comunidades indígenas e os ecossistemas devastados
A crise ambiental em Mato Grosso ameaça não apenas o meio ambiente, mas também a sobrevivência das comunidades indígenas, que dependem diretamente da terra e de seus recursos para viver. Por fim, a situação demanda uma resposta urgente para mitigar os danos e evitar perdas ainda maiores.
