A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu um casal acusado de tráfico de drogas em Samambaia Norte, após quatro semanas de investigação. Com um método ousado e organizado, Henrique Matias de Azevedo e Luana Lauane Oliveira de Sousa Ferreira utilizavam as redes sociais para atrair usuários e facilitavam as vendas por transferências via Pix.
Casal de traficantes no DF que oferecia "cardápio de drogas" via WhatsApp é preso; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/CHzaajgsVT
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 3, 2025
Um “cardápio de drogas” ao alcance do celular
Durante as investigações, a PCDF descobriu que os traficantes utilizavam o WhatsApp para divulgar um “cardápio de drogas” aos clientes, oferecendo uma variedade de entorpecentes. Dessa forma, o número usado pelos criminosos tinha DDD de São Paulo, estratégia possivelmente adotada para dificultar a identificação local. Além disso, esse método inovador e tecnológico chamou atenção pela facilidade que oferecia aos usuários, que apenas precisavam selecionar o produto desejado e combinar a entrega diretamente com os suspeitos.
Monitoramento constante e a abordagem certeira
De acordo com informações, a investigação contou com campanas e monitoramento na residência do casal. Os agentes notaram um grande fluxo de pessoas no local, com trocas rápidas de objetos, reforçando as suspeitas de tráfico. A prisão aconteceu logo após os policiais abordarem dois indivíduos que saíram da casa com uma porção de skunk, comprada por R$ 25 e paga por Pix. Assim, os usuários confirmaram ter adquirido a droga com Henrique, o que levou os agentes a realizar a prisão em flagrante.
A falsa identidade e o desfecho da prisão
Ademais, nas redes sociais, Henrique Matias de Azevedo se apresentava como servidor da Segurança Pública, uma tentativa de construir uma imagem que mascarasse suas atividades ilícitas. Com a prisão, os policiais apreenderam porções de skunk já embaladas, prontas para venda, e uma quantia de R$ 1,2 mil em posse de Luana. A operação destacou a organização e sofisticação do esquema, além de expor a audácia do casal ao explorar novas tecnologias para o tráfico.
Impacto e próximos passos
A prisão do casal reforça a atuação da PCDF no combate ao tráfico de drogas na região. Com o uso de tecnologia e métodos criativos, criminosos como Henrique e Luana mostram a evolução do mercado ilícito, exigindo investigações cada vez mais detalhadas e modernas por parte das forças de segurança.
Perguntas frequentes
Os policiais civis prenderam o casal em Samambaia após abordarem dois usuários que compraram skunk na residência dos suspeitos. Durante semanas de investigação, eles coletaram provas suficientes para confirmar a atividade criminosa.
Na residência, os agentes apreenderam diversas porções de skunk já embaladas e prontas para venda, além de R$ 1,2 mil em dinheiro encontrado com Luana. Eles também identificaram registros de transações realizadas via Pix.
Os traficantes usaram o WhatsApp para divulgar um “cardápio de drogas”, criando um método acessível e tecnológico para atrair usuários na região de Samambaia.
