Roberto Farias, candidato a prefeito de Barra do Garças pelo PL, publicou recentemente um vídeo em suas redes sociais no qual chamou um promotor de Justiça de “safado”. O incidente ocorreu durante uma reunião política na última quarta-feira (04.09), enquanto ele respondia a uma pergunta sobre a feira livre da cidade. Logo após a repercussão negativa, Farias decidiu apagar o vídeo.
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Candidato justifica manutenção da feira livre
Inicialmente, uma moradora questionou Farias sobre uma possível proposta de retirada da feira livre das ruas. Em resposta, o candidato negou a alegação e afirmou que, na verdade, foi ele quem manteve a feira funcionando durante seu mandato em 2015. Segundo Farias, ele enfrentou diversas dificuldades na época, incluindo ameaças de prisão tanto para ele quanto para os feirantes. No entanto, ele disse que “peitou” as autoridades e garantiu a permanência da feira.
Farias relatou que produtos como frango caipira, queijo e doces caseiros, vendidos na feira, estavam sendo alvo de restrições sanitárias. Ainda assim, ele afirmou que agiu com coragem para manter o funcionamento da feira, apesar das pressões do Ministério Público de Mato Grosso.
Ministério Público explica fiscalização
Por outro lado, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio de sua assessoria, esclareceu que o promotor Marcos Brant foi o responsável pela fiscalização da feira em 2015. Na ocasião, o MP recomendou que a Vigilância Sanitária realizasse inspeções, uma vez que produtos como ovos, frango e derivados de leite exigiam um selo de qualidade para garantir a segurança dos consumidores, conforme as normas sanitárias.
Apesar das declarações de Farias no vídeo, o promotor Marcos Brant, através de sua assessoria, afirmou que não se manifestaria sobre o caso.
Em resumo, a polêmica envolvendo Roberto Farias e o promotor Marcos Brant surge em um momento sensível da campanha eleitoral. O episódio levanta importantes debates sobre saúde pública e fiscalização sanitária, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de cautela nos discursos políticos durante o período eleitoral.
