O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, atacou diretamente Brasil e China durante seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, em 25 de setembro de 2024. Ele acusou os dois países de facilitarem os avanços do presidente russo Vladimir Putin na guerra da Ucrânia. Zelensky focou suas críticas em um plano de paz apresentado por Brasília e Pequim em maio. Assim, o presidente alegou que essa proposta, em vez de resolver o conflito, prolonga o sofrimento do povo ucraniano ao não oferecer uma solução efetiva.
Contexto das críticas
Zelensky denunciou o plano de paz sino-brasileiro por considerá-lo superficial e insuficiente. Ele afirmou que, ao propor acordos frágeis e sem base concreta, Brasil e China ignoram os interesses e o sofrimento do povo ucraniano. O presidente ucraniano argumentou que essas propostas criam uma falsa expectativa de paz, mas na verdade dão mais espaço para que Putin continue suas ações militares. Ele ressaltou que uma trégua temporária sem uma solução definitiva só congelaria o conflito, beneficiando Moscou.
Detalhes do plano Sino-Brasileiro
O plano proposto por China e Brasil sugere a realização de uma conferência internacional com a participação de todas as partes envolvidas no conflito. O objetivo seria criar um ambiente propício para negociações e o fim das hostilidades, conforme defendido pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia-Geral da ONU. Lula destacou que apenas o diálogo pode garantir uma solução duradoura para o conflito. No entanto, Zelensky criticou por considerar que uma abordagem diplomática sem pressão militar não resultaria no fim real da guerra.
Zelensky questionou o real interesse de Brasil e China ao sugerirem uma solução diplomática, afirmando que essas propostas não priorizam os direitos e a segurança do povo ucraniano, mas buscam apenas aumentar a influência política dos dois países. Para ele, o plano de paz oferecido ignora a realidade brutal da guerra e permite que Putin continue avançando.
Resposta de Zelensky e o impacto geopolítico
Zelensky defendeu que a única maneira de alcançar uma paz duradoura seria a derrota militar da Rússia, que retiraria todas as forças invasoras do território ucraniano. Ele reforçou que qualquer plano que proponha uma pausa no conflito sem tratar da ocupação russa representa uma vitória temporária para Putin. O presidente ucraniano acusou o plano sino-brasileiro de mascarar as reais intenções de seus proponentes, sugerindo que ele visa apenas apaziguar a situação sem realmente resolver as questões centrais do conflito.
Posicionamento brasileiro ao discurso de Zelensky
Em resposta às críticas de Zelensky, Lula reafirmou que o Brasil busca abrir caminhos para o diálogo e que a solução militar não traria uma paz duradoura para a Ucrânia. Ele argumentou que o plano sino-brasileiro visa encontrar uma solução diplomática que respeite a soberania tanto da Ucrânia quanto da Rússia. Segundo Lula, Kiev não é obrigada a aceitar a proposta, mas deveria considerar que apenas para pôr fim ao conflito de forma duradoura.
