Na noite de quarta-feira, 13 de novembro de 2024, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) relatou um incidente de segurança nas proximidades da Granja do Torto, residência oficial de campo da Presidência da República, em Brasília. Uma sentinela efetuou um disparo de advertência contra um indivíduo que se aproximava do local, no mesmo dia em que Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiü França, morreu ao detonar explosivos artesanais em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Por volta das 21h, uma sentinela da Granja do Torto avistou uma pessoa se aproximando de seu posto. Apesar das orientações para que se afastasse, o indivíduo continuou avançando, levando o soldado a realizar um disparo de advertência com munição não letal. O suspeito fugiu imediatamente, e buscas subsequentes não resultaram em sua localização. O GSI não divulgou detalhes adicionais sobre a identidade ou características do indivíduo.
Ataque ao STF na mesma data
O incidente ocorreu no mesmo dia em que Francisco Wanderley Luiz detonou explosivos artesanais em frente ao STF, resultando em sua própria morte. Tiü França, ex-candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL) em Rio do Sul (SC), havia anunciado previamente suas intenções em redes sociais. Além disso, expressou aversão ao número 13 e fazendo ameaças a figuras políticas. As autoridades investigam possíveis conexões entre os dois eventos, embora até o momento não haja evidências concretas de ligação direta.
A Granja do Torto é utilizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reuniões e períodos de descanso. Diante dos recentes acontecimentos, o GSI intensificou as medidas de segurança nas residências oficiais e em áreas estratégicas de Brasília. O objetivo é prevenir incidentes semelhantes e garantir a segurança das autoridades e da população.
A caça por respostas e conexões com 8 de Janeiro
As autoridades continuam investigando o incidente na Granja do Torto, buscando identificar o indivíduo envolvido e determinar suas motivações. A Polícia Federal também conduz investigações sobre o ataque ao STF, analisando possíveis conexões com grupos extremistas. Bem como, atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que há indícios de que o autor do ataque ao STF pretendia assassinar ministros da corte, reforçando a necessidade de vigilância constante.
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, declarou que o atentado ao STF reforça o ambiente contrário no Congresso à anistia dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Assim, Padilha enfatizou a importância de manter a segurança das instituições democráticas e de não tolerar atos de violência política.
