Na noite desta terça-feira (22), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou seu apoio ao candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), em um encontro no bar Estadão, localizado no centro da cidade. Alckmin declarou sua escolha logo após a derrota de Tabata Amaral (PSB), sua candidata no primeiro turno. Com esse movimento, ele sinalizou a importância de unir forças para derrotar o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), que também concorre no segundo turno.
Alckmin, que havia apoiado Amaral no primeiro turno, declarou que agora se posiciona ao lado de Boulos para a continuidade da disputa. A decisão de Alckmin atraiu a atenção de muitos, já que sua base de eleitores tende a ser mais conservadora. No entanto, ele explicou que, diante das opções, acredita que Boulos oferece uma visão melhor para o futuro de São Paulo. “Eu estou com o presidente Lula, por São Paulo e com Guilherme Boulos”, afirmou o vice-presidente.
Alckmin redireciona apoio
A transição de apoio de Alckmin surpreendeu muitos analistas políticos, especialmente pelo contraste entre seu perfil moderado e a plataforma mais progressista de Boulos. Apesar dessas diferenças, Alckmin ressaltou que vê em Boulos uma oportunidade para implementar mudanças que considera necessárias para São Paulo. Ele também destacou que o apoio à candidatura de Boulos não implica concordância total com seu projeto, mas sim uma escolha frente ao que considera a necessidade de mudança na cidade.
No primeiro turno, Tabata Amaral, também do PSB, recebeu 9,91% dos votos e ficou em quarto lugar na disputa. Alckmin se manteve firme em seu apoio à deputada até o final da primeira fase da eleição, mas com sua derrota, rapidamente se realinhou para apoiar Boulos no segundo turno. A deputada também manifestou apoio a Boulos e declarou que votará nele “por convicção”.
Efeito na campanha de Boulos
O apoio de Alckmin trouxe um novo dinamismo à campanha de Boulos, que agora conta com a força de uma aliança ampliada, abrangendo tanto eleitores progressistas quanto setores mais moderados. Essa união pode ajudar a reduzir a rejeição que Boulos ainda enfrenta em alguns círculos conservadores, além de aumentar suas chances de conquistar os votos dos indecisos no segundo turno.
Tabata Amaral, ao anunciar seu voto em Boulos, afirmou que não poderia apoiar um projeto liderado por Ricardo Nunes, atual prefeito. Ela ressaltou que, embora ela e Boulos tenham visões políticas diferentes para São Paulo, seu voto reflete sua discordância com a atual gestão municipal.
Cenário eleitoral no segundo turno
A disputa entre Guilherme Boulos e Ricardo Nunes promete ser acirrada. Com a polarização crescente, cada voto se torna essencial para definir o futuro prefeito da capital paulista. O apoio de figuras de peso, como Alckmin e Tabata, aumenta as chances de Boulos atrair eleitores que podem ter preferido outras candidaturas no primeiro turno. A eleição se aproxima de um momento decisivo, com o segundo turno previsto para o final de outubro.
A união entre Alckmin e Boulos exemplifica uma reconfiguração significativa das alianças políticas na cidade. Enquanto Nunes aposta em seu histórico na prefeitura para tentar a reeleição, Boulos mobiliza sua base. Assim, agora também conta com o reforço de novos aliados para enfrentar o atual prefeito.
