Uma adega na Mooca, São Paulo, está sob investigação policial após a morte de um cliente que consumiu uma bebida supostamente adulterada com metanol. A Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e o Procon-SP realizaram uma operação no local nesta quarta-feira (29) para coletar evidências e interditar o estabelecimento. O proprietário negou conhecimento sobre a adulteração.
Operação recolhe amostras suspeitas
Durante a ação conjunta, foram apreendidas garrafas suspeitas em diversos pontos da cidade, não apenas na adega em questão. Os produtos recolhidos passarão por perícia criminal para confirmar a presença de metanol, uma substância perigosa à saúde. O caso é tratado com urgência devido ao risco à saúde pública. São Paulo já registrou seis casos de intoxicação por metanol, com três mortes confirmadas.
Dono da adega nega envolvimento
José Rodrigues, dono da adega investigada, declarou que desconhecia qualquer irregularidade nas bebidas vendidas. Ele afirmou confiar em seus fornecedores e que jamais comercializaria produtos falsificados. A defesa do empresário alega que o estabelecimento pode ter sido vítima da cadeia de distribuição e que a responsabilidade deve ser apurada tecnicamente.
Investigação mira toda a cadeia de venda
O Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) conduz a investigação, focando em identificar o local exato da adulteração. A polícia não descarta a existência de uma rede de distribuição envolvida na venda de bebidas com metanol. A operação deve se estender a outros pontos de venda para evitar novos casos de intoxicação.
A morte de um cliente após consumir bebida possivelmente adulterada com metanol.
Ele afirmou que desconhecia a adulteração e que confia nos fornecedores.
O Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).
