Mulher quase morre estrangulada pelo marido em Sinop e revela rotina de ameaças

Mulher quase morre estrangulada pelo marido em Sinop e revela rotina de ameaças

Uma mulher de 43 anos sobreviveu a uma tentativa de feminicídio na madrugada deste domingo (5), no bairro Jardim Paulista, em Sinop (MT). O marido, de 48 anos, retornou para casa após passar a noite fora e, com um fio nas mãos, tentou enforcar a companheira até que ela perdesse os sentidos. O filho do casal interveio e conseguiu impedir o assassinato, mas o agressor continuou com socos e ameaças, afirmando que mataria a mulher se ela chamasse a polícia.

Ataque brutal dentro de casa

Os policiais chegaram ao local por volta das 5h55 e encontraram a vítima em estado de choque, com marcas de asfixia e escoriações pelo corpo. Ela relatou que o companheiro já a agredia há meses e que registrou um boletim de ocorrência em 4 de agosto de 2025. A mulher afirmou também que o marido havia ameaçado incendiar a residência e “fazer uma chacina” contra toda a família.

Após o crime, o suspeito fugiu em um carro modelo Volkswagen Gol preto e permanece foragido. A Polícia Militar intensificou as buscas e divulgou as características do agressor e do veículo. O caso segue em investigação pela Polícia Civil e foi enquadrado como tentativa de feminicídio, lesão corporal, ameaça e tortura.

Sinop enfrenta aumento de casos de violência doméstica

Casos como esse se repetem em Mato Grosso. Dados recentes do Tribunal de Justiça indicam que o estado registrou mais de 10 mil medidas protetivas de urgência apenas em 2023. Em Sinop, a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher atua desde 2019 com mais de 30 instituições parceiras, oferecendo acolhimento e capacitação para profissionais que lidam diretamente com vítimas. A prefeitura também desenvolve campanhas educativas e treina agentes de saúde para identificar sinais de agressão.

O silêncio que ainda protege agressores

Mesmo com políticas públicas em expansão, muitas mulheres continuam sem denunciar seus agressores. Medo, dependência emocional e desconfiança nas instituições ainda são barreiras que impedem a busca por ajuda. Segundo o Senado Federal, 32% das mulheres de Mato Grosso afirmam já ter sofrido algum tipo de violência doméstica, e boa parte nunca procurou a polícia. Especialistas explicam que o ciclo da violência costuma começar com ameaças, seguido de agressões verbais e físicas, até chegar ao risco extremo de feminicídio.

Onde buscar ajuda em Sinop

Mulheres em situação de risco podem procurar a Delegacia da Mulher, o Conselho Tutelar (caso haja crianças envolvidas) ou ligar para os canais especializados de atendimento. O Disque 180 funciona 24 horas, com atendimento gratuito e sigiloso. Também é possível registrar denúncias diretamente na Polícia Militar (190) ou no aplicativo Proteja Brasil.

Perguntas frequentes:

Por que tantas mulheres não denunciam imediatamente os agressores?

Muitas vítimas temem represálias, dependem financeiramente do agressor ou não acreditam que as autoridades conseguirão protegê-las.

O que muda quando a vítima denuncia e pede medida protetiva?

A medida impede o agressor de se aproximar e pode incluir acompanhamento policial, garantindo maior segurança para a mulher e os filhos.

Como Sinop tem atuado no combate à violência contra a mulher?

A cidade investe em campanhas educativas, capacitação de profissionais e integração entre órgãos públicos e rede de apoio.

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