Prefeito eleito articulada sessão extraordinária em janeiro para acelerar mudanças administrativas e cumprir promessa de campanha.
Desde já, o prefeito eleito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), demonstra que pretende começar sua gestão com ações rápidas e incisivas. Em uma reunião com 10 vereadores nesta sexta-feira (13), Abílio deixou claro que será essencial realizar uma sessão extraordinária no mês de janeiro. Assim, ele pretende garantir agilidade na análise de dois projetos prioritários: a reforma administrativa e a polêmica revogação da taxa de lixo – compromisso firmado com as eleições durante a campanha.
Abílio pressiona por reforma e fim da taxa de lixo durante o recesso
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 14, 2024
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No que diz respeito à reforma administrativa, as propostas incluem fusões de secretarias e mudanças estruturais, como a criação da Secretaria de Orçamento Público e a extinção do Limpurb. Conforme explicado por Abílio, essas medidas são cruciais para modernizar a administração municipal e, ao mesmo tempo, reduzir custos. “Queremos iniciar o mandato com uma estrutura mais eficiente e menos onerosa para os cofres públicos”, afirmou ele.
Revogação da Taxa de Lixo: Desafios e Impactos
Ao mesmo tempo, a taxa de lixo se mantém como uma das pautas mais delicadas da nova gestão. O projeto de revogação, que deverá ser enviado logo no início do ano, também traz impactos para a Lei Orçamentária Anual (LOA), que prevê um orçamento de R$ 5,4 bilhões para 2025. Por isso, será necessário um cuidado e replanejamento para evitar comprometer as contas públicas e os investimentos essenciais.
Além disso, Abílio ressaltou que a revogação dos impostos é uma questão de prioridade, pois atinge diretamente a população cuiabana. “Esse é um compromisso com os cidadãos de que não podemos adiar. A taxa afeta diretamente a vida das pessoas e precisa ser revisada imediatamente”, destacou. Contudo, os analistas alertam para os desafios que esta decisão pode trazer em termos de sustentabilidade financeira.
O que esperar até o início de 2024?
Por fim, será uma nova mesa diretora da Câmara, eleita em 1º de janeiro, que terá a tarefa de convocar uma sessão extraordinária. Até lá, a expectativa é alta entre os participantes e as lideranças políticas, que aguardam os desdobramentos dessa agenda intensa. Certamente, as decisões tomadas nesse período serão determinantes para o futuro da administração municipal.
A renúncia de impostos pode gerar um déficit, exigindo cortes ou novas fontes de receita.
A reforma busca otimização, mas depende da gestão para atingir os objetivos desejados.
A mesa diretora terá um papel estratégico de viabilização ou bloqueio de propostas.
