O prefeito eleito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), surpreendeu ao declarar que pretende encerrar as atividades da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). De acordo com Abilio, a autarquia, responsável pela gestão do Hospital São Benedito e do Hospital Municipal de Cuiabá, enfrenta uma dívida de R$ 218 milhões. Conforme Brunini, a medida busca melhorar a eficiência da saúde pública na capital e reorganizar os recursos disponíveis.
Abilio Brunini anuncia intenção de fechar Empresa Cuiabana de Saúde Pública; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/lP0aLe5fg5
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 13, 2024
A crise financeira da ECSP
Nesse sentido, durante sua declaração, Abilio comparou a situação da ECSP à falência de uma empresa privada. “São muitas dívidas: trabalhistas, com terceirizadas e atrasos que comprometem o funcionamento”, afirmou. A dívida de R$ 218 milhões e a ineficiência operacional são os principais motivos apresentados para a decisão de extinguir a empresa. O prefeito eleito destacou que essa situação afeta diretamente o atendimento à população.
Mudanças na gestão da saúde
Dessa forma, com o fechamento da ECSP, Brunini planeja transferir a gestão do Hospital São Benedito e do Hospital Municipal de Cuiabá para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A estratégia inclui diálogo com os profissionais para garantir uma transição eficiente. Além disso, o prefeito aponta que a SMS conta com cerca de 400 servidores em funções administrativas, um número que ele considera desproporcional, enquanto postos de saúde enfrentam escassez de pessoal na linha de frente.
Impactos e reorganização na saúde municipal
A decisão de encerrar a ECSP pode marcar uma reestruturação significativa na saúde de Cuiabá. Brunini afirma que priorizará a redistribuição de recursos e trabalhadores para fortalecer o atendimento nos postos de saúde e outras unidades que lidam diretamente com a população. A medida, no entanto, deve enfrentar debates acalorados com servidores e setores da sociedade.
Perguntas frequentes
A empresa acumula uma dívida de R$ 218 milhões e é considerada ineficiente.
Eles serão transferidos para o controle da Secretaria Municipal de Saúde.
Ele planeja redistribuir trabalhadores administrativos para funções de atendimento em postos de saúde e outras unidades.
