O estado de Mato Grosso registrou 23 casos de feminicídio em 2026, conforme levantamento do Observatório Caliandra, vinculado ao Ministério Público Estadual. Os dados indicam um avanço preocupante da violência de gênero em diversas regiões, afetando diretamente a segurança pública estadual.
Distribuição dos casos e desafios para a segurança
Cuiabá e Várzea Grande lideram os registros, com três feminicídios cada, seguidos por Tangará da Serra e Vila Bela da Santíssima Trindade, com duas mortes em cada município. Outros locais como Sinop, Rondonópolis, Guarantã do Norte e Chapada dos Guimarães também registraram ocorrências. Essa dispersão territorial evidencia a necessidade de reforço nas políticas de segurança e proteção às mulheres em todo o estado.
Falhas na proteção e perfil dos autores
Das 23 vítimas, apenas uma possuía medida protetiva ativa, e seis haviam registrado boletim de ocorrência antes do crime, o que revela lacunas na efetividade das medidas de proteção. A maioria dos autores são maridos ou namorados, indicando que a violência ocorre predominantemente em relações íntimas, o que representa um desafio para as estratégias de prevenção e segurança pública.
Casos emblemáticos, como o de Gleici Fátima Machado Ritter, em Guarantã do Norte, e Valquíria Araújo Lopes da Silva, em Aripuanã, ilustram a complexidade da situação e a atuação das forças de segurança em busca dos suspeitos.
O cenário reforça a importância de políticas regionais integradas para a proteção das mulheres e o fortalecimento da segurança pública em Mato Grosso.
