Um médico escapou de uma tragédia no início da noite de segunda-feira (29), após atingir um touro que atravessava a BR-163, nas proximidades da entrada de Nova Mutum, em Mato Grosso. O profissional seguia de Cuiabá para Sorriso, onde trabalha, quando o animal invadiu a pista de forma repentina. Sem tempo para desviar, ele atingiu o bovino. Apesar da violência da colisão, o motorista sofreu apenas ferimentos leves, enquanto o veículo ficou completamente destruído.
Colisão aconteceu em poucos segundos
O médico trafegava normalmente pela rodovia quando o touro cruzou a pista de forma inesperada. A curta distância entre o automóvel e o animal impossibilitou qualquer tentativa de frenagem ou desvio, tornando o impacto inevitável.

Mesmo com a força da batida, o condutor sobreviveu e sofreu apenas lesões leves. O acidente voltou a chamar atenção para os riscos causados por animais soltos em uma das rodovias mais movimentadas de Mato Grosso, utilizada diariamente por milhares de motoristas.
Avisos anteriores não evitaram o acidente
A reportagem apurou que a concessionária Nova Rota do Oeste notificou o proprietário do touro pelo menos cinco vezes antes do acidente. Os comunicados alertavam sobre o risco de o animal permanecer nas proximidades da pista e buscavam evitar uma ocorrência como a registrada na segunda-feira.
Apesar das notificações, o bovino continuou oferecendo perigo aos usuários da rodovia. Situações como essa aumentam significativamente o risco de acidentes, principalmente durante o período noturno, quando a visibilidade dos motoristas fica reduzida.
Cercas e fiscalização ajudam a prevenir acidentes
O caso também reforça a importância da manutenção adequada das cercas em propriedades rurais localizadas às margens das rodovias. A adoção de medidas preventivas reduz a possibilidade de animais escaparem para a pista e diminui o risco de colisões.
Além disso, a fiscalização contínua contribui para identificar situações de perigo antes que elas resultem em acidentes graves. A presença de animais de grande porte em rodovias representa uma ameaça constante à segurança viária, especialmente em trechos de intenso fluxo de veículos, como a BR-163, onde uma viagem de rotina pode mudar em questão de segundos.
