A Bolívia declarou estado de emergência neste sábado após o presidente Rodrigo Paz anunciar medidas para enfrentar a crise provocada por mais de 50 dias de protestos e bloqueios em rodovias. A decisão visa garantir o abastecimento de combustíveis, alimentos e insumos essenciais, além de restabelecer a circulação nas estradas.
Medidas para restabelecer a logística nacional
O governo autorizou o apoio temporário das Forças Armadas às forças policiais para liberar as rodovias, proteger serviços essenciais e reforçar a segurança nas regiões afetadas pelos bloqueios. Segundo o presidente Paz, o decreto não pretende restringir direitos, mas sim restaurar a normalidade e a livre circulação das pessoas.
Impactos regionais e preocupações com serviços essenciais
Os bloqueios têm causado dificuldades no recebimento de combustíveis, alimentos e medicamentos em diversas regiões, incluindo cidades como La Paz e El Alto, que estão entre as mais afetadas. Autoridades de saúde manifestam preocupação diante da falta de oxigênio medicinal e outros insumos nos hospitais, prejudicando o atendimento de pacientes.
A crise tem gerado impactos econômicos e sociais significativos, com pelo menos 17 mortes relacionadas aos protestos, muitas delas associadas à impossibilidade de acesso a atendimento médico adequado. A operação conjunta das forças de segurança busca reduzir esses efeitos e permitir a retomada gradual da circulação nas estradas.
Para Mato Grosso e o interior do país, a situação boliviana reforça a importância da estabilidade na logística regional, especialmente para o setor agropecuário e transporte de insumos, que dependem do fluxo livre nas fronteiras e rodovias.
