A Polícia Civil de Sinop deflagrou, nesta sexta-feira (20), a Operação Garagem Fantasma e desmontou um esquema de fraudes em financiamentos de veículos. Logo no início, os policiais cumpriram mandados e prenderam dois suspeitos. Além disso, o grupo causou prejuízo superior a R$ 1 milhão. Enquanto isso, os criminosos enganaram proprietários e compradores. Em seguida, a investigação apontou uso de documentos falsos e dados de terceiros. Assim, o grupo conseguiu aprovação de crédito em instituições financeiras.

Esquema usava garagens para aplicar golpes em série
O delegado Sérgio Ribeiro detalhou o funcionamento do esquema e explicou que os suspeitos financiavam carros sem autorização dos donos. Além disso, eles usavam garagens como intermediárias para validar pedidos. “Há alguns meses foi denunciado, um crime que o cidadão financiava carros de terceiros, se apropriava do dinheiro, muitas vezes essas pessoas que eram proprietárias do carro, sequer sabia que o carro estava sendo vendido aqui em Sinop, usava documento falso para tentar transferi-los no Detran, e nisso ele aplicava um golpe no proprietário do automóvel, na pessoa que cedia o nome, ou que tinha sido feito um financiamento em nome de um terceiro também, e eles a oferiam um lucro altíssimo ali, com essas operações, terceirizando, usando essas garagens de veículos, para aprovarem os financiamentos, muitas dessas garagens, elas funcionam como correspondentes bancários, então elas tem senha dos bancos, de várias instituições financeiras, e usam essa senha para fazer esses financiamentos, o banco aprova o financiamento”, explicou.
Polícia alerta empresários e amplia investigações
O delegado alertou empresários sobre os riscos legais e orientou que vítimas procurem a delegacia. Além disso, ele explicou que o esquema prejudica tanto proprietários quanto compradores, portanto destacou que o uso indevido de logins e estruturas de garagens configura crime. Em seguida, reforçou que muitos garagistas permitem que terceiros utilizem suas credenciais para aprovar financiamentos irregulares, o que agrava ainda mais a situação. Dessa forma, ele deixou claro que quem participa ou facilita esse tipo de prática pode responder por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Por fim, afirmou que a polícia já identifica envolvidos e que todos os responsáveis serão responsabilizados e presos.
Perguntas e respostas:
Os criminosos usavam dados falsos e garagens para aprovar financiamentos.
A Polícia Civil prendeu dois suspeitos durante a ação.
O golpe gerou prejuízos superiores a R$ 1 milhão.
