O debate sobre o recesso de fim de ano ganhou força em Sinop, sobretudo após o presidente da Subsede do Sintep/MT, Professor Valdeir Pereira, questionar de forma pública a decisão da prefeitura de excluir os educadores desse direito. A categoria, que historicamente recebe o recesso, confirmou uma assembleia geral para esta quarta-feira (19/11) e, portanto, deve definir de maneira coletiva quais medidas adotará nos próximos dias.
Professor intensifica críticas e aponta incoerências da gestão
Durante a sessão da Câmara realizada na segunda-feira (17/11), Professor Valdeir utilizou a tribuna e reforçou que a gestão municipal age com incoerência ao retirar o recesso apenas dos profissionais da educação. Segundo ele, a prefeitura manteve o benefício para todos os outros servidores, inclusive para categorias que possuem férias de 30 dias. Além disso, ele destacou que os educadores cumprem integralmente a carga horária prevista em concurso e, frequentemente, ampliam sua rotina de trabalho ao levar atividades para casa.
Diante disso, Valdeir afirmou que a exclusão do recesso não encontra justificativa técnica e, por consequência, gera desgaste emocional e profissional. Ele também ressaltou que a medida não causa impacto financeiro ao município, já que o recesso nunca implicou prejuízo ao erário.
Reivindicações acumuladas reforçam clima de insatisfação
Ao longo da fala, o presidente do Sintep apresentou várias reivindicações que estão paradas há meses. Ele cobrou, por exemplo, o envio do projeto de lei que atualiza a tabela salarial dos Técnicos Administrativos Educacionais, que, conforme explicado, aguarda encaminhamento há pelo menos um ano. Além disso, Valdeir exigiu a aplicação dos 1,51% do Piso da Educação, que deveria ter sido incorporado em 2025.
Ele também defendeu a correção da RGA com base nos índices inflacionários calculados pela Unemat e pediu a flexibilização da hora-atividade dos professores, já que o modelo atual restringe a organização pedagógica. Assim, segundo ele, a falta de respostas consolida um cenário de insatisfação crescente entre os profissionais.
Propostas para reduzir sobrecarga e proteger servidores
O presidente ainda apresentou propostas que buscam melhorar as condições de trabalho. Ele sugeriu, por exemplo, a criação de um sistema de desconexão que bloqueie o acesso às plataformas educacionais fora do expediente, o que poderia reduzir a carga de atividades domésticas. Além disso, Valdeir pediu atenção especial às servidoras que são mães de crianças atípicas, afirmando que a prefeitura deve reduzir a jornada dessas profissionais para garantir dignidade e equilíbrio.
Ao concluir, ele reforçou que a assembleia desta quarta-feira definirá os próximos passos e afirmou que a categoria, portanto, não abrirá mão do recesso. Ele ressaltou que os educadores continuarão mobilizados até que a gestão respeite um direito tradicionalmente reconhecido no município.
Perguntas frequentes
Sim. A decisão depende da votação na assembleia.
Segundo o Sintep, não. O recesso não cria custos extras ao município.
Não. Ele pode apenas convocar autoridades e solicitar informações.
