A morte de Aurora do Nascimento Marques, de 100 anos, gerou comoção e questionamentos após seu corpo ser encontrado em uma cadeira de rodas na Rua Cândido Benício, no bairro Campinho, Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso, registrado na manhã desta quarta-feira (22), está sendo investigado pela Polícia Civil.
Filho carreg4 c0rp0 da mã3 pel4s ru4s em cadeir4 de rod4s pic.twitter.com/CGYoxWQkIa
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 23, 2025
Filho relata motivos para decisão inesperada
Conforme vídeos que circulam nas redes sociais, o filho da idosa foi visto empurrando a cadeira de rodas com o corpo da mãe pela rua. Segundo ele, Aurora faleceu na terça-feira (21) após sofrer um mal súbito. Inicialmente, ele acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, devido à demora no atendimento, decidiu transportar o corpo até o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Praça Seca.
Durante o trajeto, entretanto, o homem foi abordado por criminosos. Conforme relatou, ele sofreu agressões físicas e foi acusado de ter assassinado a própria mãe.
Perícia e investigações em andamento
Os peritos examinaram o local onde encontraram o corpo, e o Instituto Médico Legal (IML) realizou os exames necessários para identificar a causa da morte. Nesse meio-tempo, a 28ª Delegacia de Polícia (Campinho) iniciou a coleta de depoimentos e análise das circunstâncias para esclarecer os detalhes do caso.
Assistência Social oferece suporte
Além disso, a Secretaria de Assistência Social informou que o CRAS da Praça Seca permanece à disposição da família para prestar apoio emocional e logístico. Ainda segundo o órgão, a família pode acessar o serviço de sepultamento gratuito oferecido para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, destacando o papel do CRAS no suporte à comunidade.
Debate sobre vulnerabilidade social
Consequentemente, o caso reacende a discussão sobre as dificuldades enfrentadas por famílias em situação de vulnerabilidade, especialmente no acesso a serviços básicos e emergenciais. A cena do filho empurrando a cadeira de rodas evidencia, por outro lado, a necessidade urgente de melhorias no sistema de atendimento público.
Enquanto isso, as investigações seguem para apurar possíveis responsabilidades e compreender as motivações por trás da atitude do filho. Portanto, especialistas reforçam a importância de políticas públicas voltadas para idosos e seus cuidadores, a fim de evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.
Perguntas frequentes
Segundo o relato do filho, ele tomou essa decisão devido à demora no atendimento do Samu. Após a morte súbita da mãe, ele tentou levá-la ao CRAS da Praça Seca, que oferece assistência social e serviços funerários gratuitos.
A Secretaria disponibiliza serviços de apoio emocional, orientações práticas e até sepultamento gratuito para famílias em situação de vulnerabilidade.
Durante o percurso, criminosos abordaram o filho e o agrediram, acusando-o de ser responsável pela morte da mãe.
