A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16/01), uma operação de grande porte contra uma organização criminosa especializada em furtar cabos de energia. Além disso, a operação, chamada de “Copper 29”, revelou detalhes sobre a estrutura sofisticada e a alta lucratividade do grupo criminoso. Ainda por cima, as investigações apontaram que a quadrilha conseguiu movimentar quase R$ 800 mil em apenas dois meses de atividade ilegal.
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— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 16, 2025
A estrutura do crime organizado no furto de cabos
As investigações, iniciadas em 2024 pela 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), apontaram que o grupo atuava de forma coordenada em todo o Distrito Federal e na região do Entorno. Cada membro desempenhava funções específicas: enquanto alguns lideravam as ações, outros forneciam suporte logístico, cuidavam da lavagem de dinheiro ou realizavam os furtos.
Ademais, a rede incluía receptadores, que revendiam o cobre furtado para mercados ilegais, e facilitadores financeiros, responsáveis por ocultar o dinheiro proveniente dos crimes. A PCDF destacou que a sofisticação das operações financeiras do grupo era fundamental para evitar rastreamentos imediatos.
Riqueza ilícita e impacto econômico
O líder da organização, identificado durante a operação, teve um dos maiores volumes de transações identificados: quase R$ 800 mil movimentados em uma única conta em apenas dois meses. Esse valor reflete a escala do impacto econômico causado pela quadrilha, que afetava empresas de energia e usuários finais com interrupções frequentes de serviços.
A crescente demanda por cobre, especialmente em mercados paralelos, contribui para a lucratividade desse tipo de crime. O aumento global no preço do metal torna o furto de cabos uma atividade ainda mais atrativa para grupos criminosos organizados.
A operação Copper 29 e seus resultados
A operação Copper 29 cumpriu 24 mandados de prisão preventiva e realizou buscas em residências ligadas aos investigados. De acordo com os delegados responsáveis, a prisão de dois homens em flagrante no início do ano passado foi o ponto de partida para desvendar a extensão do esquema.
A PCDF ressaltou que a colaboração da Justiça foi essencial para autorizar o acesso a dados bancários e o rastreamento das transações suspeitas. As ações desta quinta-feira representam um golpe significativo contra a organização criminosa, mas a polícia alerta que há mais investigações em andamento para identificar outros envolvidos.
Perguntas frequentes
A investigação começou quando a polícia prendeu em flagrante dois suspeitos furtando cabos de energia na região do Park Way, o que levou ao desdobramento do caso.
O furto é lucrativo porque o cobre, material dos cabos, tem grande valorização no mercado paralelo devido ao aumento global do seu preço.
A operação já prendeu 24 suspeitos, recolheu materiais ligados aos crimes e identificou movimentações milionárias da organização criminosa.
