O Mercado do Porto, um dos símbolos mais tradicionais de Cuiabá, tornou-se novamente centro de uma intensa disputa política. No último sábado (4), o prefeito Abílio Brunini (PL) anunciou a destituição da Associação dos Feirantes de Gestão do Mercado, o que gerou fortes críticas de Eduardo Botelho (UNIÃO), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e adversário de Abílio nas eleições municipais de 2024.
Polêmica no Mercado do Porto: Prefeito Abílio Brunini rebate críticas de Eduardo Botelho; veja vídeo pic.twitter.com/ec7djYbfU6
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 8, 2025
Abílio justificou a decisão afirmando que a associação exerce um “poder paralelo” à administração municipal, criando regras próprias no mercado sem supervisão adequada. Ele destacou a necessidade de retomar o controle institucional e reforçar a transparência no uso do espaço público. “O mercado é um patrimônio da cidade e precisa de uma administração que siga os interesses da população, não de grupos isolados”, apontou o prefeito.
Acusações esquentam o clima eleitoral
Enquanto isso, Eduardo Botelho tomou a decisão durante entrevista à Rádio Vila Real nesta terça-feira (7). Ele classificou a ação como “covarde” e afirmou que “é bobagem querer mexer com a ‘desinauguração’ do Mercado e brigar com a associação dos feirantes”. Botelho enfatizou que, ao invés de criar conflitos, a Prefeitura deveria buscar diálogo para resolver os problemas de gestão no mercado.
Além disso, as críticas revelam o crescente debate político entre os dois pré-candidatos. De um lado, Abílio reforça a ideia de autoridade e controle administrativo, enquanto Botelho tenta conquistar apoio ao se posicionar como defensor dos feirantes. Assim, o episódio não apenas intensifica a rivalidade entre os políticos, mas também coloca o Mercado do Porto no centro das atenções da campanha eleitoral.
Com as eleições se aproximando, o debate em torno da destituição provavelmente continuará movimentando o cenário político de Cuiabá. As decisões e ações futuras de ambos os candidatos podem definir quem sairá fortalecido desta disputa.
Abílio alegou que a associação exerce um poder paralelo à administração municipal.
Ele criticou a atitude, chamando-a de “covarde” e questionando a briga com os feirantes.
O debate intensifica a disputa entre os dois candidatos e seus posicionamentos políticos.
