Um protesto realizado na última segunda-feira (06/01) por quatro mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) terminou com prisões e grande repercussão. O ato começou na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, e seguiu até a sede da Secretaria de Estado da Saúde. O objetivo: exigir o cumprimento de direitos básicos para crianças autistas que, segundo as manifestantes, estão sendo negligenciados pelo governo estadual.
Mães de crianças autistas são detidas após protesto em SP; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/GHLLvCaEJc
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 7, 2025
A luta por direitos: Tratamento e educação para crianças autistas
As manifestantes reivindicavam a implementação de uma ação civil pública de abril de 2024, que determina que o governo estadual ofereça tratamentos, escolas particulares, medicamentos, fraldas e alimentos específicos para crianças com TEA. Márcia Silva Santos, uma das detidas e mãe de um menino de 11 anos, desabafou sobre as dificuldades enfrentadas:
“Meu filho vive na cidade mais rica do país e está sem escola agora em 2025. Não tenho condições de pagar por uma escola particular, e o governo não cumpre sua obrigação de fornecer suporte adequado para as famílias de crianças autistas”, afirmou Márcia.
Além disso, ela também destacou o impacto emocional e financeiro da situação, temendo até problemas com o Conselho Tutelar por não conseguir matricular o filho em uma escola pública.
Protesto e detenção: O que aconteceu na secretaria de saúde
Durante o protesto, as mães demonstraram sua indignação na recepção da Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, as manifestantes utilizaram martelos e pedaços de madeira para quebrar vidros e causar danos ao patrimônio público. Assim, a Polícia Militar recebeu o chamado e prendeu as quatro mulheres no local.
As autoridades levaram as detidas ao 14º Distrito Policial (Pinheiros), registraram seus depoimentos e depois as liberaram. O advogado Adriano Santos, que representou as mães, explicou que o ato foi uma forma extrema de chamar atenção para uma questão negligenciada há anos.
O silêncio do governo e o clamor por justiça
Contudo, a Secretaria de Estado da Saúde preferiu não se pronunciar sobre o protesto. Entretanto, o episódio reacendeu o debate sobre os direitos das crianças autistas no Brasil e a responsabilidade do poder público em atender suas necessidades básicas.
A alta carga tributária do Brasil destaca o país, e as mães afirmam que o governo deve reverter o dinheiro dos impostos para garantir tratamento e educação inclusiva. Por fim, o caso expõe a luta constante de famílias que enfrentam desafios diários para proporcionar qualidade de vida a seus filhos com necessidades especiais.
Perguntas frequentes
As mães exigiram que o governo de São Paulo cumprisse uma decisão judicial que garante tratamento, suporte e educação adequada para crianças autistas.
As mães danificaram a recepção da Secretaria de Saúde, e a Polícia Militar interveio, prendendo-as por vandalismo contra o patrimônio público.
Não. A Secretaria de Saúde decidiu permanecer em silêncio e não comentou sobre o protesto ou as demandas apresentadas pelas mães.
