A nova gestão da Prefeitura de Cuiabá, sob o comando de Abilio Brunini (PL), chega com uma proposta ousada para a Educação: reduzir o uso de tablets e celulares em sala de aula. Segundo o prefeito eleito, a prioridade será preparar melhor os alunos em disciplinas fundamentais e reforçar o papel da cultura e do esporte nas escolas.
Abilio quer educação com menos telas e mais qualidade
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) December 27, 2024
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Um convite à mudança: “Quebrar paradigmas”
Brunini anunciou a professora Solange Dias como secretária de Educação, enfatizando a missão de transformar o cenário atual. “Fizemos um convite para que ela viesse com outra mentalidade. Não quero uma sala de aula muito digital. Quero estudantes mais preparados para a matemática, gramática e outras bases essenciais”, destacou.
A escolha também trouxe Vilmara Vidica como adjunta da pasta, reforçando a conexão com as tradições cuiabanas. “Queremos formação e tradição dentro da escola”, complementou o prefeito. Essa abordagem promete desafiar a tendência de digitalização que vem dominando as práticas pedagógicas em diversas cidades.
Menos telas, mais qualidade?
Brunini afirmou que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos tem impacto direto no aprendizado e comportamento infantil, uma preocupação que ele mesmo enfrenta em casa. A proposta de reduzir essa exposição se alinha a estudos que apontam o equilíbrio tecnológico como essencial para o desenvolvimento cognitivo das crianças.
Além disso, o projeto da nova gestão inclui ampliar a rede de atendimento infantil e investir na formação de professores, criando um ambiente escolar que valorize o ensino clássico, sem ignorar as raízes culturais da região.
A estratégia é polêmica e levanta questionamentos: será possível conciliar inovação e tradição? Enquanto muitos defendem o uso da tecnologia como ferramenta de inclusão, outros acreditam que o excesso pode prejudicar habilidades fundamentais.
Depende da implementação. Estudos mostram que o uso moderado é benéfico, mas o excesso pode ser prejudicial.
Fortalece a identidade cultural dos alunos e pode enriquecer o aprendizado com vivências locais.
Requer planejamento pedagógico que integre tecnologia como apoio, sem substituir práticas essenciais.
