Rogerinho, policial foragido ligado ao PCC, ostentava luxo e amizade com Delegado Da Cunha; veja vídeo

Rogerinho

A Polícia Federal investiga o caso de Rogério de Almeida Felício, conhecido como Rogerinho ou “Rogerinho Punisher”, um investigador da Polícia Civil de São Paulo acusado de manter relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Operação Tacitus, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público de São Paulo, expediu um mandado de prisão contra ele.

Quem é Rogerinho?

Rogerinho trabalhou como investigador da Polícia Civil e se tornou uma figura pública nas redes sociais. Ele acumulou cerca de 70 mil seguidores no Instagram, onde exibia uma vida de luxo. Com um salário oficial de R$ 7 mil, Rogerinho publicava fotos de imóveis de alto padrão no litoral paulista e divulgava sua atuação como sócio em uma construtora que ergueu condomínios de luxo. Essas atividades levantaram suspeitas sobre a origem de sua renda.

Além disso, Rogerinho trabalhou como segurança do cantor Gusttavo Lima, uma prática proibida para policiais civis. Essa função reforçou as suspeitas de que ele utilizava a profissão para enriquecer de forma incompatível com seu salário oficial.

O que revelam as acusações?

As investigações apontam que Rogerinho e outros policiais cobraram R$ 40 milhões e receberam pelo menos R$ 1 milhão para encerrar uma apuração sobre a morte de Anselmo Santa Fausta, líder do PCC conhecido como “Cara Preta”. O delator Antonio Vinícius Gritzbach revelou essas informações à Corregedoria da Polícia Civil, mas foi assassinado com 10 tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos oito dias após prestar depoimento.

A ligação com Delegado Da Cunha

Rogerinho manteve uma relação próxima com Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha, que hoje atua como deputado federal. Da Cunha também enfrenta acusações graves, como abuso de autoridade, constrangimento ilegal e violência doméstica. Em entrevistas, ele confirmou sua amizade com Rogerinho, enfatizando o vínculo pessoal entre eles.

Da Cunha já se envolveu em polêmicas enquanto atuava na Polícia Civil. Em uma ocasião, ele teria obrigado uma vítima de sequestro a retornar ao cativeiro para gravar um vídeo para seu canal no YouTube. Esse episódio, entre outros, colocou em xeque sua conduta como delegado.

Desdobramentos da Operação Tacitus

A Operação Tacitus já prendeu sete pessoas, incluindo um delegado e três policiais civis. A Polícia Federal continua a busca por Rogerinho, que permanece foragido. Assim, as autoridades acreditam que ele utiliza recursos financeiros e contatos para se esconder.

Além das prisões, a Corregedoria da Polícia Civil afastou policiais citados no esquema, removendo-os de funções operacionais e colocando-os em atividades administrativas. Então, os investigadores prometem avançar no caso para responsabilizar todos os envolvidos.

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