Na última sexta-feira, 13 de dezembro de 2024, uma viatura da Polícia Militar atropelou um homem que atravessava a Rua Eugênio Rossi, em Sorocaba, interior de São Paulo. A policial que dirigia o veículo não parou para prestar socorro à vítima, que sofreu uma fratura na perna e, por isso, precisou de atendimento médico imediato.
Viatura da Polícia Militar atropela pedestre e foge sem prestar socorro em São Paulo; veja vídeo pic.twitter.com/5c1CJKW999
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 15, 2024
Câmeras de segurança registraram o momento em que a viatura da Polícia Militar atingiu o pedestre em alta velocidade. Então, o homem, ao tentar atravessar a rua, foi surpreendido pelo veículo oficial. Após o impacto, a policial acelerou e deixou o local, ignorando completamente a situação e a necessidade de socorro. Sendo assim, a ação revoltou testemunhas e moradores da região, que exigem providências rápidas.
Ação rápida ou apenas um disfarce? O afastamento da policial envolvida
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) repudiou a atitude da policial e informou que sua conduta desrespeitou os princípios da corporação. Como medida imediata, as autoridades afastaram a agente das atividades operacionais e abriram um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o caso. Por isso, o governador Tarcísio de Freitas também declarou que não tolerará comportamentos inadequados e reforçou o compromisso de punir abusos.
Será o começo de uma nova crise?
Casos de violência policial em São Paulo vêm ganhando destaque nos últimos meses. Recentemente, outro episódio envolvendo a corporação gerou indignação, quando um policial jogou um homem de uma ponte na zona sul da capital paulista. O caso levou ao afastamento de 13 policiais envolvidos. Além disso, o governo estadual, que inicialmente se opunha ao uso de câmeras corporais pelos policiais, mudou de postura. Dessa forma, Tarcísio de Freitas admitiu o erro e anunciou a ampliação do programa de monitoramento, com o objetivo de coibir abusos e melhorar a transparência nas ações policiais.
O preço da impunidade: quem paga a conta?
A sequência de casos de abuso policial em São Paulo tem enfraquecido a confiança da população nas forças de segurança. Organizações de direitos humanos e líderes comunitários cobram ações concretas para evitar novas tragédias. Assim, a adoção de tecnologias como câmeras corporais e o fortalecimento de treinamentos éticos são apontados como soluções urgentes para prevenir excessos e garantir o respeito aos direitos dos cidadãos.
