A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (12), um policial penal de Várzea Grande durante a Operação Escariotes, que desmantelou um esquema de corrupção e tráfico de drogas dentro do presídio onde o servidor trabalhava. O policial foi flagrado tentando entrar na unidade com celulares escondidos em uma caixa de bombons. A operação, que investiga uma organização criminosa envolvida em tráfico, extorsão e corrupção, revelou o envolvimento de agentes públicos em atividades ilícitas dentro e fora das prisões. Entenda todos os detalhes da ação policial.
Policial penal é preso ao tentar entrar em presídio com celulares escondidos em caixa de bombons pic.twitter.com/HjPUAVHxQE
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 12, 2024
Policial Penal é flagrado facilitando crimes no presídio
A Polícia Civil deteve o policial penal antes de ele iniciar seu plantão, após flagrá-lo tentando introduzir celulares e drogas no presídio. Além disso, os detentos usariam os materiais para organizar e comandar crimes dentro da penitenciária e nas ruas. A operação investiga um esquema criminoso envolvendo corrupção, tráfico de drogas e a facilitação de dispositivos móveis, que permitem aos presos se comunicar com o mundo exterior e continuar suas atividades ilícitas.
Além de contrabandear celulares, o policial penal cobrava dos detentos uma “taxa do roteador” para oferecer acesso à internet, em troca de 10% dos lucros obtidos com golpes aplicados de dentro da prisão, como o “golpe do OLX” e o “golpe do intermediário”. Entretanto, ele foi preso antes de iniciar seu turno no presídio, e as investigações revelaram que ele facilitava crimes dentro da unidade.

Relação íntima com Facções Criminosas
A Polícia Civil identificou que o policial tinha um relacionamento estreito com líderes de facções criminosas. Conversas interceptadas revelaram que ele negociava a entrega de drogas e celulares para os detentos. No entanto, em uma das interceptações, ele afirmou que faria o transporte de três quilos de maconha e alguns celulares para os presos.
Além disso, a polícia identificou que os detentos usavam os celulares para coordenar atividades criminosas, incluindo assassinatos. A investigação ligou os dispositivos móveis a dois homicídios, entre eles o assassinato de Jonathan Kelvin Santos Fernandes, ocorrido em março de 2024, em Sorriso. Os presos, utilizando os dispositivos móveis, comandaram os homicídios, ampliando a violência que se espalha para fora das unidades prisionais.
