A equipe médica que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou, na manhã desta quinta-feira (12), um novo boletim sobre seu estado de saúde após outra cirurgia. Segundo os médicos, o presidente está “superestável” após a realização de um procedimento para prevenir um novo sangramento cerebral. A previsão de alta segue confirmada para o início da próxima semana, com expectativa de liberação na segunda ou terça-feira.
Após segunda cirurgia, médico afirma que Lula está acordado e se recupera bem pic.twitter.com/ZERLtCKxiT
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 12, 2024
De acordo com a equipe médica, o exame neurológico de Lula não apresentou alterações, e a única recomendação é de repouso relativo. Os médicos orientaram que o presidente evite esforços físicos e estresse emocional, com o intuito de garantir sua recuperação plena.
O que é a embolização da artéria meníngea média, a segunda cirurgia do Lula?
O procedimento realizado em Lula, embora tenha sido considerado um tratamento pós-cirúrgico, não é classificado como uma cirurgia convencional. Trata-se de uma embolização da artéria meníngea média, uma técnica endovascular usada para bloquear o fluxo sanguíneo em áreas específicas do cérebro, prevenindo o risco de novos sangramentos. Essa intervenção é eficaz e minimamente invasiva. Dessa forma, segue o protocolo estabelecido após a cirurgia de emergência que o presidente fez na madrugada de terça-feira (10). Durante essa cirurgia, os médicos drenaram um hematoma na cabeça de Lula, decorrente de uma queda no banheiro de sua residência, ocorrida em outubro.
Embora a embolização exija alta precisão, ela é uma alternativa menos agressiva e já está demonstrando resultados positivos. O presidente, de 79 anos, encontra-se consciente, se recuperando bem e em diálogo constante com a equipe médica. A expectativa é que, com a continuidade do acompanhamento médico e o repouso necessário, Lula retome suas atividades normalmente em breve.
Médico de Lula, Roberto Kalil é referência no Brasil
Considerado um dos médicos mais renomados do Brasil, o cardiologista Roberto Kalil Filho, de 65 anos, trata personalidades de diversos setores, incluindo artistas, socialites e figuras políticas. Kalil é responsável por comandar a equipe médica que cuida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de sua atuação como cardiologista, ele é diretor da divisão de Cardiologia Clínica do Instituto do Coração (InCor), vinculado ao Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), e também exerce a função de clínico geral. Sua competência e discrição o tornaram uma referência no cenário médico nacional.
Professor universitário, Kalil compartilha seu vasto conhecimento com a formação de novos médicos e continua a atuar em casos complexos, oferecendo cuidados de alta qualidade. Logo, na terça-feira (10), foi Kalil quem prestou as primeiras informações sobre o estado de saúde de Lula, que foi diagnosticado com hemorragia intracraniana. Por isso, durante a coletiva de imprensa, Kalil tranquilizou o público ao afirmar que o presidente não tem sequelas, está lúcido e se recupera bem. Ele também indicou que Lula deve receber alta na próxima semana.
Por que Lula não passou o poder a Alckmin?
Apesar da internação de Lula e da hemorragia no cérebro, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, não assumiu a presidência devido à continuidade das funções de Lula e à estabilidade do quadro clínico do presidente. Embora Lula tenha passado por uma cirurgia bem-sucedida e se mostrado lúcido e comunicativo, a equipe médica afirmou que ele continuará cumprindo suas funções, com ajustes na agenda para garantir sua recuperação. A Constituição brasileira determina que o vice-presidente assuma temporariamente em casos de afastamento definitivo ou incapacidade total do presidente. No entanto, a condição médica de Lula ainda não exige essa transferência de poder, já que ele mantém plenas condições de desempenhar suas responsabilidades, com o devido acompanhamento médico.
A internação de Lula, em razão da hemorragia intracraniana, causou grande preocupação, mas a expectativa é que, com os cuidados médicos, o presidente se recupere e retome suas atividades. Caso o quadro clínico de Lula exija um afastamento mais prolongado, o vice-presidente assumirá a presidência temporariamente, conforme a Constituição.
