No último domingo (1º/12), agentes da Polícia Militar (PM) imobilizaram de forma violenta um jovem de 21 anos no Caminho São Manoel, em Santos, litoral de São Paulo. Logo, o incidente, registrado em vídeo, rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou indignação entre internautas.
Polícia Militar imobiliza jovem de 21 anos pelo pescoço em São Paulo; veja vídeo pic.twitter.com/KKJl8ned7e
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 4, 2024
O vídeo que circulou nas redes sociais mostrou os policiais militares apertando o pescoço do jovem durante a abordagem. As imagens causaram espanto, e testemunhas ao redor gritaram: “Vai matar o moleque”. Por isso, o episódio gerou grande revolta, com muitos questionando se os policiais utilizaram força excessiva em uma abordagem que deveria ser uma simples fiscalização de trânsito.
O que aconteceu: a perseguição e a resistência à abordagem
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) explicou que o patrulhamento da PM na região levou os agentes a suspeitarem de um homem dirigindo um veículo. Os policiais ordenaram a parada do jovem, mas ele fugiu. Depois, o rapaz bateu o carro contra uma criança, que não foi identificada, e só parou após o acidente. Então, ele ainda resistiu à abordagem policial, o que, segundo a SSP, provocou o tumulto e a intervenção violenta.
Embora a versão oficial mencione a resistência do jovem, as imagens causaram dúvidas sobre a proporcionalidade da força utilizada pelos policiais. Testemunhas presentes no local demonstraram preocupação com a intensidade da ação policial, sugerindo que os PMs poderiam ter agido de maneira excessiva.
Jovem sem habilitação: consequências legais da abordagem
A SSP também revelou que o jovem não possuía permissão para dirigir, o que agravou a situação legal do rapaz. A Polícia Militar deteve o jovem juntamente com um morador de 49 anos, que estava no local do tumulto. Ambos receberam atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e foram liberados em seguida.
A PM apreendeu o veículo que o jovem dirigia. A Polícia registrou a ocorrência na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, e as autoridades acusaram o jovem de resistência à prisão, direção sem habilitação e apreensão de veículo.
A Polícia Civil assume a investigação
Após a repercussão do caso, a Polícia Civil assumiu a responsabilidade pela investigação. Os agentes irão apurar se houve abuso de autoridade por parte dos policiais militares e se o uso da força foi apropriado. Assim, o incidente reacendeu o debate sobre os procedimentos adotados pela PM e o uso da força em abordagens de rotina.
O que esperar das investigações?
Agora, a Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso. A investigação buscará esclarecer se a PM agiu de forma proporcional e se houve abuso de poder durante a abordagem. Enquanto isso, o caso continua a gerar discussões sobre o uso de força policial e a necessidade de mais treinamento e protocolos que assegurem a segurança de todos: cidadãos e policiais.
