Polícia Federal investiga esquema de Caixa 2 na eleição de Sorriso; veja vídeo

Operação da PF investiga 'Caixa 2' na eleição de Sorriso

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Rustius para desmantelar um esquema de caixa 2 nas eleições municipais de Sorriso, a 420 km de Cuiabá. A operação cumpre nove mandados de busca e apreensão, além de uma medida cautelar pessoal. A ação atinge um candidato a prefeito e empresários locais envolvidos em transações financeiras ilegais. A PF cumpre mandados também em Cuiabá.

A apreensão de R$ 300 Mil e o início das investigações

A operação começou depois que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu R$ 300 mil em espécie, dias antes do primeiro turno da eleição. O dinheiro estava com um dos principais apoiadores do candidato a prefeito. O motorista tentou fugir da abordagem policial na BR-163. A Polícia Federal suspeitou que a quantia seria destinada de forma ilícita à campanha, dando início às investigações.

Além do montante apreendido, a PF descobriu outras transações financeiras suspeitas. Empresários de Sorriso realizaram transações através de “laranjas” e utilizando pessoas jurídicas. Esses recursos não foram contabilizados nas prestações de contas da campanha, configurando um esquema de caixa 2.

Medidas cautelares e restrição de locomoção

Além das apreensões, a Polícia Federal tomou medidas cautelares. Um dos investigados teve o passaporte apreendido e foi proibido de deixar a cidade de Sorriso. Além disso, a PF também impôs a proibição de contato entre os alvos da operação. Essas medidas garantem a preservação das provas e a continuidade da investigação sem interferências externas.

Essas ações indicam a seriedade do caso. Entretanto, o cumprimento de mandados em Cuiabá e Sorriso reforça a possibilidade de ramificações maiores, envolvendo mais pessoas do que se imaginava inicialmente.

O que é o Caixa 2?

O caixa 2 é uma prática ilegal em que recursos destinados a campanhas eleitorais não são registrados nas prestações de contas oficiais. Com isso, candidatos burlam a fiscalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os limites de doações permitidos. Além disso, a prática é uma forma de financiamento ilícito, frequentemente associada à corrupção.

Contudo, a investigação em Sorriso revela como empresários e aliados políticos usam empresas de fachada e dinheiro não declarado para manipular os resultados eleitorais.

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