Tainara Azevedo, mãe de um menino de 4 anos, denunciou um caso de abuso em uma escola de Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo. A funcionária do Colégio Criativa amarrou a criança a uma cadeira, e Tainara descobriu o abuso. Chocada com a revelação, Tainara registrou um boletim de ocorrência e exigiu justiça.
Mãe denuncia escola após câmeras flagrarem funcionária amarrando aluno de 4 anos; veja vídeo pic.twitter.com/RLjmJCLSkx
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 4, 2024
Após o ocorrido, o filho de Tainara começou a demonstrar sinais de trauma. Ele passou a se recusar a ir à escola e, durante o sono, teve pesadelos, gritando “sai, tia”. Esses comportamentos fizeram a mãe perceber que algo estava errado. Ao investigar, ela descobriu que o filho fora amarrado à cadeira por uma funcionária da creche. Tainara ficou revoltada, pois sabia que nenhum colégio tem o direito de tratar as crianças dessa maneira.
Mãe registra boletim de ocorrência
Diante do abuso, Tainara acionou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. Ela afirmou que nenhuma escola pode tratar uma criança dessa forma. A mãe relatou que a atitude da funcionária foi inaceitável e que é fundamental garantir a segurança e o bem-estar das crianças nas instituições de ensino. Então, o caso segue em investigação, e as autoridades devem apurar as responsabilidades de todos os envolvidos.
Colégio criativa se pronuncia e demite funcionária
O Colégio Criativa se pronunciou publicamente sobre o caso. A instituição informou que a funcionária envolvida foi imediatamente demitida. A escola afirmou, em nota, que não compactua com atitudes que desrespeitem os valores éticos e educacionais que orientam a sua prática pedagógica. Além disso, a escola se colocou à disposição para esclarecimentos e para colaborar com as investigações. No entanto, a instituição não forneceu detalhes sobre o que motivou a funcionária a adotar tal postura.
Castigos em escolas: qual é o limite?
O caso levanta um debate sobre os castigos físicos em instituições de ensino. O Brasil possui uma legislação que protege os direitos das crianças e proíbe qualquer forma de violência nas escolas. Castigar uma criança com violência física, como amarrá-la a uma cadeira, é uma violação grave dos seus direitos. As escolas devem ser ambientes seguros e respeitosos, onde as crianças possam aprender sem medo ou sofrimento. Assim, a situação em Itaquaquecetuba serve de alerta para a necessidade de maior vigilância nas práticas pedagógicas e de um acompanhamento mais rigoroso nas instituições.
Impacto psicológico nas crianças
A violência psicológica e física nas escolas pode causar danos irreparáveis à criança. Crianças pequenas, como o filho de Tainara, são extremamente vulneráveis e podem sofrer consequências emocionais a longo prazo. O trauma gerado por atitudes como a de amarrar uma criança a uma cadeira pode afetar sua confiança, autoestima e comportamento. Além disso, esses traumas podem se manifestar em dificuldades de aprendizagem e problemas comportamentais. O impacto psicológico de tais atitudes não pode ser subestimado, e as escolas devem garantir que seus métodos pedagógicos sejam sempre positivos e respeitosos.
